Bem, acabei de ver esta declaração do C. Ronaldo, que certamente me passou ao lado na altura d Euro 2008: "Acha que eu preciso de trabalhar? Eu preciso é de descansar!"... Não serã declarações em tudo semelhantes às do Marco Fortes?
E lembrem-se que Portugal, em futebol, nem sequer "atingiu os mínimos" para ir aos Jogos Olímpicos...
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
O meu post mais estúpido de sempre
Engoli os sentimentos. Engoli-os a todos. Nada como uma vida desprovida de sentidos maus. I feel soooo freeeeeeeeeee!!!
"Boooolaa braaancaaaa: O Vazio faz a revienga e ultrapassa o Mal Cheio, ocupando agora o top animal. E é golo, é golo, golooooooooooooooooooooooooo!!!!!! GOOOOOOOOLLLLOOO do vaziiioooo! O público no Estádio do Organismo manifesta-se. Está fora de si, numa espécie de euforia da alma levitacional. A equipa da Apatia recuperou e passa para a frente no marcador graças a este grande Vazio. Apatia 3 X Escuridão Sentimental 2!!!"
Acho que estou a ficar doida!!! :X
"Boooolaa braaancaaaa: O Vazio faz a revienga e ultrapassa o Mal Cheio, ocupando agora o top animal. E é golo, é golo, golooooooooooooooooooooooooo!!!!!! GOOOOOOOOLLLLOOO do vaziiioooo! O público no Estádio do Organismo manifesta-se. Está fora de si, numa espécie de euforia da alma levitacional. A equipa da Apatia recuperou e passa para a frente no marcador graças a este grande Vazio. Apatia 3 X Escuridão Sentimental 2!!!"
Acho que estou a ficar doida!!! :X
domingo, 24 de agosto de 2008
Adeus Jogos Olímpicos
Pequim 2008 já terminou, dizem que com a pior prestação de sempre dos portugueses. Depois das duas desistentes, depois da frase já célebre "de manhã é para ficar na caminha", depois de um lutador Gustavo Lima deixar a modalidade da vela e da desilusão com os supostamente grandes Francis Obikwelu, Naide Gomes (embora tenham estes nomes estrangeiros) e outros como a Telma Monteiro(esta já com um nome mais tuga), nuns Jogos Olímpicos em que nem a nossa pentacampeã Vanessa Fernandes conseguiu o ouro e os portugueses ficaram geralmente classificados na segunda metade da tabela, acredito que tenha mesmo sido a nossa pior prestação de sempre.
E os portugueses reclamavam: "Tiram-me dinheiro para eles irem lá passear", "Se estão bem na caminha, então vão lá fazer o quê?", "Eles recebem demasiado dinheiro para isto...". Claro que toda a discussão abrandou quando a nossa última esperança, Nélson Évora, alcançou o primeiro lugar do pódium com os seus 17.67 metros no triplo salto. Foi por muitos apelidado de "Salvador da Pátria", nome com o qual eu não concordo. Concordaria com um "Salvador dos atletas olímpicos", isso sim. Apenas devolveu confiança aos portugueses e defendeu o bom nome dos atletas, mas não salvou a pátria de se afundar em Pequim. Fez tudo o que pôde e, embora esteja, sem dúvida, de parabéns, já vi Évora saltar mais longe.
Envoltos em polémica, estes Jogos Olímpicos, por sua vez, bem podem ser considerados uma grande desilusão. Não só para os portugueses, tão perdedores, como também para o resto do mundo. Fala-se em árbitros e júris com alguma tendência para favorecer a China. Houve a polémica com as idades das acrobatas chinesas. Isto já sem falar da fantástica ilusão de óptica na inauguração dos JO, que, afinal de contas, foi feita a computador. É estranho que haja tantas falcatruas alegadamente cometidas pela China.
Por isso, Portugal não foi o único país a perder. Fomos todos. Esta foi mais uma mancha no sinuoso percurso dos Jogos Olímpicos e não será apagada. Não pela prestação dos nossos atletas - se me pagassem para ir a Pequim fazer desporto, confesso que eu estaria mais interessada em ver as vistas do que em correr e saltar. Mancha inapagável na história, sim, porque cheira a farsa e porque vai contra os princípios básicos que originaram estes jogos: união, desportivismo e camaradagem. Não assistimos a um hino ao desporto, mas sim, das duas uma, ou a uma série de contestações de maus perdedores ou à corrupção do país anfitrião.
E os portugueses reclamavam: "Tiram-me dinheiro para eles irem lá passear", "Se estão bem na caminha, então vão lá fazer o quê?", "Eles recebem demasiado dinheiro para isto...". Claro que toda a discussão abrandou quando a nossa última esperança, Nélson Évora, alcançou o primeiro lugar do pódium com os seus 17.67 metros no triplo salto. Foi por muitos apelidado de "Salvador da Pátria", nome com o qual eu não concordo. Concordaria com um "Salvador dos atletas olímpicos", isso sim. Apenas devolveu confiança aos portugueses e defendeu o bom nome dos atletas, mas não salvou a pátria de se afundar em Pequim. Fez tudo o que pôde e, embora esteja, sem dúvida, de parabéns, já vi Évora saltar mais longe.
Envoltos em polémica, estes Jogos Olímpicos, por sua vez, bem podem ser considerados uma grande desilusão. Não só para os portugueses, tão perdedores, como também para o resto do mundo. Fala-se em árbitros e júris com alguma tendência para favorecer a China. Houve a polémica com as idades das acrobatas chinesas. Isto já sem falar da fantástica ilusão de óptica na inauguração dos JO, que, afinal de contas, foi feita a computador. É estranho que haja tantas falcatruas alegadamente cometidas pela China.
Por isso, Portugal não foi o único país a perder. Fomos todos. Esta foi mais uma mancha no sinuoso percurso dos Jogos Olímpicos e não será apagada. Não pela prestação dos nossos atletas - se me pagassem para ir a Pequim fazer desporto, confesso que eu estaria mais interessada em ver as vistas do que em correr e saltar. Mancha inapagável na história, sim, porque cheira a farsa e porque vai contra os princípios básicos que originaram estes jogos: união, desportivismo e camaradagem. Não assistimos a um hino ao desporto, mas sim, das duas uma, ou a uma série de contestações de maus perdedores ou à corrupção do país anfitrião.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
De regresso à normalidade
E a selecção de futebol portuguesa... já era! Finalmente podemos voltar a focar-nos no que é realmente importante, sem euforias, alegrias ou grandes emoções. Os deputados já não precisam de marcar as votações para horários sem jogos de futebol (estes já não interessam) e surgiu uma boa notícia. Vai hoje ser votada uma proposta de lei cujo objectivo é a criação de um organismo de combate à corrupção. É verdade que estamos a ficar rodeados de organismos de controlo, como é o caso da ASAE, das finanças, etc., e ainda mais este para combater a corrupção. Mas este é o verdadeiramente importante. Como é que nenhum serzinho do governo nunca se tinha lembrado disto? O povo há anos que dizia isto. Agora... resta saber de que forma ele vai funcionar. Combaterá a raia miúda ou será corrompido pelos maiores corruptos? Infelizmente, cheira-me aqui a interesses de colarinhos bem brancos. Vamos esperar, observar, e perceber se este organismo realmente vai fazer alguma coisa...
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Governo (0) - Selecção Nacional (15)
Já que o mais provável hoje é eu não ver o jogo de Portugal, cá vai o meu grito de força e confiança (??!!). POOORRRTUUGAAALL!!! Já está.
Se não fizesse isto acusavam-me de não ser patriota... Hoje em dia, toda a gente que é gente vê os jogos da selecção. Quem não vê é porque não se interessa pelos assuntos do país. Ou porque está a trabalhar - se bem que português que é português consegue sempre dar um jeitinho para ver, pelo menos, alguns lances do jogo, e, se não o fizer, é porque é "otário".
Eu, por acaso, até sou daquelas que vibra com os jogos da selecção. Desperta-me outro tipo de emoções e adoro comentar os jogos, chamar de nomes ao árbitro, etc, etc. Mas é incrível como há muitos mais portugueses a acreditar na selecção de futebol do que nas políticas de redução do défice, de educação ou de saúde. Já se fosse desinteresse perante o nova lei se-lá-do-quê, ninguém se importava. Em vez de um motivo de orgulho, isto devia ser um motivo de tristeza.
Ora vejamos. Há 28 equipas qualificadas. Isto significa que, depois da selecção nacional ter sido qualificada, tem 1/28 hipóteses de ganhar. Quanto às apostas do governo, eles escolhem sempre 3 ou 4 hipóteses e, dessas, optam por uma. Supostamente teriam cerca de 1/4 de hipóteses de escolher a certa. Muito mais probabilidades do que as que Portugal tem de ganhar o Euro 2008. Mas temos tendência a acreditar é na selecção.
Outra coisa que acho piada é que, no que toca a decisões do governo, dizemos sempre coisas do género: "eles decidiram" - o governo decidiu, sem nos consultar - ou "vai passar a acontecer isto assim" - como se tivesse acontecido sem que ninguém interferisse, como uma coisa que meramente "aconteceu!". Quando falamos da selecção nacional, há aqui uma grande transformação: "ganhámos, pá" - nós, não os jogadores da selecção sozinhos, mas todos nós.
Nem fui eu que fui ao campo marcar o golo nem fui eu que fui à Assembleia da República tomar parte de qualquer decisão. A distinção da maneira como se fala de uma coisa e de outra não devia acontecer. Ou, se acontecesse, o que será mais importante? (não desfazendo claro, a importância de nenhum dos assuntos) A saúde, a educação, a economia, a cultura, a administração interna, todas as pastas do governo têm um papel primordial no país. O resto vem por acréscimo, não? Mas é nos assuntos da selecção nacional que nós mais interferimos, tanto que até nos sentimos parte dela.
Hoje, como não sou patriota - e não sou mesmo, até nem me importava nada que Portugal ainda fizesse parte da Espanha, se isso me desse melhores condições de vida - e porque tenho imensas coisas para fazer, não vou ver o jogo. E digo isto a medo, como se de um crime se tratasse, sentindo já os olhares reprovadores da sociedade e os comentários que me excluem do grupo de portugueses. Prometo que vou tentar ver o jogo! Mas, e se não vir? Quais são as punições?? :D
Se não fizesse isto acusavam-me de não ser patriota... Hoje em dia, toda a gente que é gente vê os jogos da selecção. Quem não vê é porque não se interessa pelos assuntos do país. Ou porque está a trabalhar - se bem que português que é português consegue sempre dar um jeitinho para ver, pelo menos, alguns lances do jogo, e, se não o fizer, é porque é "otário".
Eu, por acaso, até sou daquelas que vibra com os jogos da selecção. Desperta-me outro tipo de emoções e adoro comentar os jogos, chamar de nomes ao árbitro, etc, etc. Mas é incrível como há muitos mais portugueses a acreditar na selecção de futebol do que nas políticas de redução do défice, de educação ou de saúde. Já se fosse desinteresse perante o nova lei se-lá-do-quê, ninguém se importava. Em vez de um motivo de orgulho, isto devia ser um motivo de tristeza.
Ora vejamos. Há 28 equipas qualificadas. Isto significa que, depois da selecção nacional ter sido qualificada, tem 1/28 hipóteses de ganhar. Quanto às apostas do governo, eles escolhem sempre 3 ou 4 hipóteses e, dessas, optam por uma. Supostamente teriam cerca de 1/4 de hipóteses de escolher a certa. Muito mais probabilidades do que as que Portugal tem de ganhar o Euro 2008. Mas temos tendência a acreditar é na selecção.
Outra coisa que acho piada é que, no que toca a decisões do governo, dizemos sempre coisas do género: "eles decidiram" - o governo decidiu, sem nos consultar - ou "vai passar a acontecer isto assim" - como se tivesse acontecido sem que ninguém interferisse, como uma coisa que meramente "aconteceu!". Quando falamos da selecção nacional, há aqui uma grande transformação: "ganhámos, pá" - nós, não os jogadores da selecção sozinhos, mas todos nós.
Nem fui eu que fui ao campo marcar o golo nem fui eu que fui à Assembleia da República tomar parte de qualquer decisão. A distinção da maneira como se fala de uma coisa e de outra não devia acontecer. Ou, se acontecesse, o que será mais importante? (não desfazendo claro, a importância de nenhum dos assuntos) A saúde, a educação, a economia, a cultura, a administração interna, todas as pastas do governo têm um papel primordial no país. O resto vem por acréscimo, não? Mas é nos assuntos da selecção nacional que nós mais interferimos, tanto que até nos sentimos parte dela.
Hoje, como não sou patriota - e não sou mesmo, até nem me importava nada que Portugal ainda fizesse parte da Espanha, se isso me desse melhores condições de vida - e porque tenho imensas coisas para fazer, não vou ver o jogo. E digo isto a medo, como se de um crime se tratasse, sentindo já os olhares reprovadores da sociedade e os comentários que me excluem do grupo de portugueses. Prometo que vou tentar ver o jogo! Mas, e se não vir? Quais são as punições?? :D
domingo, 8 de junho de 2008
E viva Portugaliiii!
De bestas a bestiais... Portugal ganhou 2-0 e passou a ser por muitos apelidada de melhor equipa do mundo. Como é fácil mudar a cabeça dos portugueses... Com o Euro 2008, os dirigentes do nosso país podem respirar um bocadinho. Ao menos os portugueses andam contentes e entretidos com assuntos "mais importantes". Aproveita, Sócrates! Não tarda estão em cima de ti outra vez!
E como soltar a javardice que há em nós? Vendo futebol... Toda a gente se torna labrega... é uma frase com 10 asneiras, é a inflexibilidade perante o árbitro, é gritar o mais alto que se pode... Deixar a educação e o politicamente correcto a descansar e dar ânimo ao lado brejeiro que há em nós... Euro 2008, solta o burjesso que há em ti! :D E ninguém leva a mal!
E como soltar a javardice que há em nós? Vendo futebol... Toda a gente se torna labrega... é uma frase com 10 asneiras, é a inflexibilidade perante o árbitro, é gritar o mais alto que se pode... Deixar a educação e o politicamente correcto a descansar e dar ânimo ao lado brejeiro que há em nós... Euro 2008, solta o burjesso que há em ti! :D E ninguém leva a mal!
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Sim, ficou 5-3.... e???
O economia vai mal, as condições de vida vão mal, os programas de televisão vão mal, o ensino vai mal, TUDO vai mal. Até o Benfica vai mal. Mas se há coisa que anima os portugueses é quando o seu clube de futebol ganha. Reúnem-se em celebrações, cânticos e sorrisos, atiram foguetes, passam nas ruas a buzinar (estranhas tradições estas...), tudo para demonstrar o quão felizes se sentem.
Quando os impostos descem, quando os salários aumentam, quando nós e os nossos filhos temos melhorias na forma de aprendizagem, eu não vejo este tipo de festas! Precisamente por ser raro acontecer, penso que faria mais sentido... Agora, o auge da felicidade vem mesmo quando o nosso clube ganha ao Benfica. E numa época em que o Benfica vai tão mal, não acho que seja nenhum feito extraordinário...
Lembrem-se que grande fatia da população portuguesa é benfiquista. E não celebra quando ganha ao Resto do Mundo de forma tão efusiva... Ora, se grande parte dos portugueses celebra de cada vez que ganha ao Benfica, há uma grande parte dos portugueses que fica deprimida e outra parte que simplesmente não quer saber disso para nada... Ou seja, não é um bem que afecte a generalidade da população...
Será que a melhor coisa que aconteceu este ano foi o Sporting ganhar ao Benfica?? Será que, embora inconsciente, a descida dos impostos (que entretanto tinham subido tanto) e a manutenção de outros impostos significa menos do que uma vitória sobre o Benfica? E o fim dos D'zrt terá sido assim tão mau que não mereça o mesmo tipo de festejos? Por que razão há-de um jogo de futebol contra um Benfica podre merecer mais atenção do que tantas outras coisas? O mundo anda, definitivamente perdido...
Quando os impostos descem, quando os salários aumentam, quando nós e os nossos filhos temos melhorias na forma de aprendizagem, eu não vejo este tipo de festas! Precisamente por ser raro acontecer, penso que faria mais sentido... Agora, o auge da felicidade vem mesmo quando o nosso clube ganha ao Benfica. E numa época em que o Benfica vai tão mal, não acho que seja nenhum feito extraordinário...
Lembrem-se que grande fatia da população portuguesa é benfiquista. E não celebra quando ganha ao Resto do Mundo de forma tão efusiva... Ora, se grande parte dos portugueses celebra de cada vez que ganha ao Benfica, há uma grande parte dos portugueses que fica deprimida e outra parte que simplesmente não quer saber disso para nada... Ou seja, não é um bem que afecte a generalidade da população...
Será que a melhor coisa que aconteceu este ano foi o Sporting ganhar ao Benfica?? Será que, embora inconsciente, a descida dos impostos (que entretanto tinham subido tanto) e a manutenção de outros impostos significa menos do que uma vitória sobre o Benfica? E o fim dos D'zrt terá sido assim tão mau que não mereça o mesmo tipo de festejos? Por que razão há-de um jogo de futebol contra um Benfica podre merecer mais atenção do que tantas outras coisas? O mundo anda, definitivamente perdido...
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