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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Boas festas!
A mesnagem mais lida todos os ano por esta altura: "votos de um feliz natal e um ano repleto de alegrias e felicidade". Onde está essa originalidade, meus amigos? Bem, mas, assim sendo, aqui ficam os meus votos... Bah!
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Catástrofes naturais
Ela buscou a felicidade, mas catástrofes naturais teimavam em bater-lhe à porta. Um dia ultrapassou tudo ao conseguir encontrar o amor da sua vida. Descobriu que aí residia a sua felicidade. Sentiu-se em paz, bem consigo e com o mundo. Mas uma gota de água eclodiu de uma tempestade. Quando tinha finalmente vislumbrado a felicidade, mais uma catástrofe natural veio no seu encalço. Foi a gota de água. Hoje, salva-a esse amor até então desconhecido, mas os seus olhos já não conseguem vislumbrar a vida da mesma forma...
Passado, Presente e Futuro
Estamos aqui, agora, a lutar pelo futuro. Temos presente o passado, mas o presente não está na nossa memória. Pensamos "fiz isto, por isso vou fazer aquilo". Mas o que estamos a fazer agora?
E se, subitamente, todas as nossas perspectivas forem deitadas por terra? O que fazemos ao futuro? Refugiamos-nos no passado. E o que acontece ao presente? Esse fica para depois. Quando? No futuro.
Percorremos um longo caminho tendo em vista o futuro. Mas no presente não sabemos o que fazemos e faremos. Queremos no futuro fazer aquilo, mas quando o futuro for presente queremos no futuro fazer aquilo. E o que no passado lutámos para fazer aquilo no futuro, um dia não chega a ser presente.
Por mais fugaz que seja o presente, que agora já é passado, devemos saboreá-lo. Porque o futuro pode um dia não chegar, e porque o passado não vai estar cá para nos ajudar.
E se, subitamente, todas as nossas perspectivas forem deitadas por terra? O que fazemos ao futuro? Refugiamos-nos no passado. E o que acontece ao presente? Esse fica para depois. Quando? No futuro.
Percorremos um longo caminho tendo em vista o futuro. Mas no presente não sabemos o que fazemos e faremos. Queremos no futuro fazer aquilo, mas quando o futuro for presente queremos no futuro fazer aquilo. E o que no passado lutámos para fazer aquilo no futuro, um dia não chega a ser presente.
Por mais fugaz que seja o presente, que agora já é passado, devemos saboreá-lo. Porque o futuro pode um dia não chegar, e porque o passado não vai estar cá para nos ajudar.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Muro das lamentações
Apenas algumas novidades que me têm trazido felicidade:
1) Ontem ganhei um bilhete duplo para ver Asian Dub Foundation (que já foi uma das minhas bandas preferidas) :D - parte má: o concerto calha na véspera de um teste e da entrega de um trabalho :S
2) Escolheram um texto meu para ser publicado num livro sobre Erasmus!!? - não sei mais informações além desta.
3) A minha prof. de inglês adora-me!
Agora a novidade que não me deixa ficar feliz: tanta coisa para fazer! Não tenho tempo para nada, nem para festejar estas pequenas boas surpresas... Ando cheia de trabalho! E, ah!! Dinheiro... Também não tenho dinheiro. E está frio! E fiz uma ferida no dedo. E... assim para já não me lembro de mais nada para me queixar.
E digo isto porquê? Porque português que é português tem que ter sempre algo para se lamentar. Pode estar no topo da felicidade, mas "ah! se eu tivesse mais 5 tostões" ou "ah! se naquele dia eu tivesse agido de forma diferente!...". Acho que é por isso que somos o país dos poetas, um país de tanga e, no geral, o maior muro das lamentações do mundo (já que gostamos tanto de pertencer o Guiness, nem que seja pelas maiores vergonhas). E lamentamos, e falamos, e choramos... mas nunca agimos! Ou, quando agimos, é num mau timing...
1) Ontem ganhei um bilhete duplo para ver Asian Dub Foundation (que já foi uma das minhas bandas preferidas) :D - parte má: o concerto calha na véspera de um teste e da entrega de um trabalho :S
2) Escolheram um texto meu para ser publicado num livro sobre Erasmus!!? - não sei mais informações além desta.
3) A minha prof. de inglês adora-me!
Agora a novidade que não me deixa ficar feliz: tanta coisa para fazer! Não tenho tempo para nada, nem para festejar estas pequenas boas surpresas... Ando cheia de trabalho! E, ah!! Dinheiro... Também não tenho dinheiro. E está frio! E fiz uma ferida no dedo. E... assim para já não me lembro de mais nada para me queixar.
E digo isto porquê? Porque português que é português tem que ter sempre algo para se lamentar. Pode estar no topo da felicidade, mas "ah! se eu tivesse mais 5 tostões" ou "ah! se naquele dia eu tivesse agido de forma diferente!...". Acho que é por isso que somos o país dos poetas, um país de tanga e, no geral, o maior muro das lamentações do mundo (já que gostamos tanto de pertencer o Guiness, nem que seja pelas maiores vergonhas). E lamentamos, e falamos, e choramos... mas nunca agimos! Ou, quando agimos, é num mau timing...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Duvida existencial
Por que é que as coisas que mais abominamos gostam sempre tanto de nós e aproximam-se tantas vezes da nossa área pessoal? (ex: pombos)
terça-feira, 18 de novembro de 2008
E-letrados
Tenho um novo blog. Uma história contada a muitas mãos. http://www.e-letrados.blogspot.com
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Paris, je t'aime
Dias curtos, viagens longas, emoções à flor da pele, paisagem linda, muito cansaço...
Quarta-feira: Aulas às 8h, entrevista, continuam as aulas, sempre com a mala grande atrás, correria para Sete Rios e, last stop: Viseu. 4 horas depois... Ok, já agora, café com amigos que não vejo há muito. Tardíssimo! Tenho que ir para casa, mudar de mala, que esta é trôpega. Tentar dormir, ai não consigo! Despertador... já??? Corre, Helga, corre. 7 horas da manhã, ala para o Porto. 9h30, check in! Espera, ansiedade... avião! DORMIR!!! Acordo com umas trombetas e palmas (gravação da Ryanair, que parvo!). Estou em Beauvais... Falar francês para comprar o bilhete para Paris e saber como é à volta... Não me ocorre nada... Frases mal conexas! "Do you speak english? Ahhhh, great!".
Em paris, a Caroline me espera. Não há tempo para grandes sentimentalismos. Correr para casa, pousar a mala. "Jeremie is meeting us!" Choradeira, sempre em correria, para ir buscar a Sofia. Longa espera. Sensação estranha ali com eles. Sofia, choradeira, correria para pousar a mala em casa. Jantar, finalmente! A Laure vai encontrar-nos. O Carreiras também espera. Corram, corram! Voltinha pela zona de Notre Damme e depois pela área gay de Paris... Okay, este restaurante é perfeito! Bem francês, mas eu escolho comida italiana (estúpida!). Um Chardonnay a acompanhar. E amigos perdidos há muito reencontrados. Ah! Vida boa!
Em casa ainda cedo, mas amanhã é mais um dia longo. A Ari chega às 8h! Encontramo-la no metro de Châtelet. Choradeira. Vamos passear nos "Champs-Élysées". Primeiro, Louvre, Arco do Triunfo e, entre eles, o jardim das Tulherias. Depois, Ópera de Paris, subida ao terraço das Galerias La Fayete, espera com aquela paisagem brutal a chegada do Jeremie e do Carreiras. Que vertigens!!! Ah, lá vêm eles. Mc Donalds, rua das lojas caras, Louis Vitton, etc. O sítio onde Napoleão está enterrado, Les Invalides, o Gran Palais, o Petit, e vamos sentar, estamos estoirados! Vamos encontrar o Joep, a Caroline e a Isabelle, que já chegaram! Choradeira. O Louvre inside, grande tour da Caroline, e Câmara Municipal. Supermercado e de seguida, le Pont des Arts. Aí sim, choradeira! Gente nova, a Inês, a Margarida, a outra Inês, a Johana, e, muito depois, a pessoa mais esperada: Carolllll! Choradeira. Passa cá vinho, toma lá batatas fritas, dá-me um cigarro, tira-me uma fotografia, ah mais um abraço, falamos todos, partilhamos tudo, como em tempos a grande família holandesa. Até estava numa de ficar, mas... amanhã é mais um dia em cheio!
Cedo acordamos naquele T0 que acolheu 5 pessoas. Pômo-nos bonitas para o grande dia, corremos que já é tarde, mas ficamos séculos à espera da Inês... Prestes a suicidarmo-nos, a pensar que perdiamos o momento do "sim" e do beijo. A Inês lá vem, corremos, embora os saltos altos não tenham sido nada boa opção para ninguém - ainda bem que não uso disso! Ah! Olha quem ali está! Outro grupo de ex-Erasmus, atrasado, mas tudo bem. Chegados a Poissy, corremos e chegamos ao mesmo tempo da noiva radiante, mais linda do que nunca. Que bonito! Até eu estou tão nervosa. Música sentimental e... "oui!"... "oui!", repete o outro e seguem-se uma série de flashes, de suspiros, de lágrimas escondidas no canto do olho e batidas de corações fortes e energéticas. Que bonito! Vá, lá para fora, mandar pétalas e fazer mais uma sessão fotográfica. Restaurante, muitos crepes e... 3horas, temos que sair. Destino: Torre Eiffel, acompanhados de uma quantidade bastante razoável de champagne. Quais meninas de antigamente, da alta sociedade, bebericamos o champagne debaixo da torre. E estamos bem! Mas anoitece e começa a ficar frio. Jantamos o pior kebab de sempre e seguimos para "o bar dos Erasmus de Paris", alguém disse, se bem que me pareceu mito.
Domingo... É o meu último dia! Não pode ser!
Okay, manhã reservada para o Pompidou, só com tugas. Ao almço o Jeremie junta-se a nós. Musée d'Orsay! Não há tempo a perder! Tudo lindo, fantástico, com obras de arte que eu nunca pensei vir um dia a ver o vivo. Seguimos depois para Montmartre. Sacré Coeur, vista fenomenal, o sítio dos artistas e das caricaturas, o café de Amélie Poulin e o Moulin Rouge, e encontramos mais uns do grupo. Claro, parando para um verdadeiro crép nutella parisiense. É cedo. Seguimos para um bar com música ao vivo. Tão cedo? Pois, mas o bar já está muito cheio. O homem japonês anima as hostes. Uma hora depois: "ah! isto tem música ao vivo!", "A sério?" lol
(como devem ter reparado, escrevi isto com muita, muita pressa... deve haver por aí uns erros, mas não podia deixar de partilhar um dos fins-de-semana mais bonitos - e mais caros - da minha vida... que saudades!)
Quarta-feira: Aulas às 8h, entrevista, continuam as aulas, sempre com a mala grande atrás, correria para Sete Rios e, last stop: Viseu. 4 horas depois... Ok, já agora, café com amigos que não vejo há muito. Tardíssimo! Tenho que ir para casa, mudar de mala, que esta é trôpega. Tentar dormir, ai não consigo! Despertador... já??? Corre, Helga, corre. 7 horas da manhã, ala para o Porto. 9h30, check in! Espera, ansiedade... avião! DORMIR!!! Acordo com umas trombetas e palmas (gravação da Ryanair, que parvo!). Estou em Beauvais... Falar francês para comprar o bilhete para Paris e saber como é à volta... Não me ocorre nada... Frases mal conexas! "Do you speak english? Ahhhh, great!".
Em paris, a Caroline me espera. Não há tempo para grandes sentimentalismos. Correr para casa, pousar a mala. "Jeremie is meeting us!" Choradeira, sempre em correria, para ir buscar a Sofia. Longa espera. Sensação estranha ali com eles. Sofia, choradeira, correria para pousar a mala em casa. Jantar, finalmente! A Laure vai encontrar-nos. O Carreiras também espera. Corram, corram! Voltinha pela zona de Notre Damme e depois pela área gay de Paris... Okay, este restaurante é perfeito! Bem francês, mas eu escolho comida italiana (estúpida!). Um Chardonnay a acompanhar. E amigos perdidos há muito reencontrados. Ah! Vida boa!
Em casa ainda cedo, mas amanhã é mais um dia longo. A Ari chega às 8h! Encontramo-la no metro de Châtelet. Choradeira. Vamos passear nos "Champs-Élysées". Primeiro, Louvre, Arco do Triunfo e, entre eles, o jardim das Tulherias. Depois, Ópera de Paris, subida ao terraço das Galerias La Fayete, espera com aquela paisagem brutal a chegada do Jeremie e do Carreiras. Que vertigens!!! Ah, lá vêm eles. Mc Donalds, rua das lojas caras, Louis Vitton, etc. O sítio onde Napoleão está enterrado, Les Invalides, o Gran Palais, o Petit, e vamos sentar, estamos estoirados! Vamos encontrar o Joep, a Caroline e a Isabelle, que já chegaram! Choradeira. O Louvre inside, grande tour da Caroline, e Câmara Municipal. Supermercado e de seguida, le Pont des Arts. Aí sim, choradeira! Gente nova, a Inês, a Margarida, a outra Inês, a Johana, e, muito depois, a pessoa mais esperada: Carolllll! Choradeira. Passa cá vinho, toma lá batatas fritas, dá-me um cigarro, tira-me uma fotografia, ah mais um abraço, falamos todos, partilhamos tudo, como em tempos a grande família holandesa. Até estava numa de ficar, mas... amanhã é mais um dia em cheio!
Cedo acordamos naquele T0 que acolheu 5 pessoas. Pômo-nos bonitas para o grande dia, corremos que já é tarde, mas ficamos séculos à espera da Inês... Prestes a suicidarmo-nos, a pensar que perdiamos o momento do "sim" e do beijo. A Inês lá vem, corremos, embora os saltos altos não tenham sido nada boa opção para ninguém - ainda bem que não uso disso! Ah! Olha quem ali está! Outro grupo de ex-Erasmus, atrasado, mas tudo bem. Chegados a Poissy, corremos e chegamos ao mesmo tempo da noiva radiante, mais linda do que nunca. Que bonito! Até eu estou tão nervosa. Música sentimental e... "oui!"... "oui!", repete o outro e seguem-se uma série de flashes, de suspiros, de lágrimas escondidas no canto do olho e batidas de corações fortes e energéticas. Que bonito! Vá, lá para fora, mandar pétalas e fazer mais uma sessão fotográfica. Restaurante, muitos crepes e... 3horas, temos que sair. Destino: Torre Eiffel, acompanhados de uma quantidade bastante razoável de champagne. Quais meninas de antigamente, da alta sociedade, bebericamos o champagne debaixo da torre. E estamos bem! Mas anoitece e começa a ficar frio. Jantamos o pior kebab de sempre e seguimos para "o bar dos Erasmus de Paris", alguém disse, se bem que me pareceu mito.
Domingo... É o meu último dia! Não pode ser!
Okay, manhã reservada para o Pompidou, só com tugas. Ao almço o Jeremie junta-se a nós. Musée d'Orsay! Não há tempo a perder! Tudo lindo, fantástico, com obras de arte que eu nunca pensei vir um dia a ver o vivo. Seguimos depois para Montmartre. Sacré Coeur, vista fenomenal, o sítio dos artistas e das caricaturas, o café de Amélie Poulin e o Moulin Rouge, e encontramos mais uns do grupo. Claro, parando para um verdadeiro crép nutella parisiense. É cedo. Seguimos para um bar com música ao vivo. Tão cedo? Pois, mas o bar já está muito cheio. O homem japonês anima as hostes. Uma hora depois: "ah! isto tem música ao vivo!", "A sério?" lol
(como devem ter reparado, escrevi isto com muita, muita pressa... deve haver por aí uns erros, mas não podia deixar de partilhar um dos fins-de-semana mais bonitos - e mais caros - da minha vida... que saudades!)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Para quê?
Para quê acordar e ver um mundo virado ao contrário, cheio de injustiças e desmotivações sociais?
Para quê acordar e esperar o desconhecido ou o conhecido entristecedor?
Para quê acordar com uma vista panorâmica para a maldade e o chicoteamento penal?
Para quê acordar e ser punida por uma alta autoridade para o fim da liberdade democrática?
Para quê acordar se não tenho o factor C, se se me acabou a criatividade e despedi a força de vontade?
Para quê acordar, para sofrer danos psíquicos e pagar para poder (assim) viver?
Para quê?
Para quê acordar e esperar o desconhecido ou o conhecido entristecedor?
Para quê acordar com uma vista panorâmica para a maldade e o chicoteamento penal?
Para quê acordar e ser punida por uma alta autoridade para o fim da liberdade democrática?
Para quê acordar se não tenho o factor C, se se me acabou a criatividade e despedi a força de vontade?
Para quê acordar, para sofrer danos psíquicos e pagar para poder (assim) viver?
Para quê?
domingo, 14 de setembro de 2008
Bom dia!
Passei só para desejar bom regresso às aulas a quem as tem! :) Boas matrículas, boas filas de espera, bons professores, bons estudos, boas cábulas, boas borgas... No geral, bom dia para todos!
sábado, 13 de setembro de 2008
O quinto elemento
Caminhava à beira mar. Olhava as ondas enroladas, que lhe embatiam nos pés e enregelavam o corpo. A toalha abrigava-lhe os ombros fazendo parar o vento enquanto suspiros incontornáveis lhe fugiam do coração. Titubeante, vacilava entre sentar-se ou mergulhar e por isso continuava a andar.
Ao longe, avistou uma tribo com fogueiras e gritos índios, dançando e cantando palavras grunhidas, incompreensíveis. Os sinais de fogo mostravam desenhos no ar, qual fogo de artifício de Vila Branca, que lhe inundava as memórias da infância. Um céu desenhado assustadoramente, com estalos de explosão e caras feias de vudú, fizera-lhe ocorrer voltar atrás no seu percurso. À primeira meia-volta, foi derrubada por uma onda que resolveu impôr a sua força. Levantou-se para dar mais meia volta. Afinal, voltar atrás não teria sido uma boa decisão. Mas a tribo em celebração, certamente, não gostaria de ser incomodada.
Presa entre àgua, fogo, terra e ar e aprisionada num mundo de incertezas performativas. Ali ficou, sem saber para onde ir. Estava cansada, decidiu sentar-se. Esperava alguém para a salvar e recorria à toalha para a abraçar.
Ao longe, avistou uma tribo com fogueiras e gritos índios, dançando e cantando palavras grunhidas, incompreensíveis. Os sinais de fogo mostravam desenhos no ar, qual fogo de artifício de Vila Branca, que lhe inundava as memórias da infância. Um céu desenhado assustadoramente, com estalos de explosão e caras feias de vudú, fizera-lhe ocorrer voltar atrás no seu percurso. À primeira meia-volta, foi derrubada por uma onda que resolveu impôr a sua força. Levantou-se para dar mais meia volta. Afinal, voltar atrás não teria sido uma boa decisão. Mas a tribo em celebração, certamente, não gostaria de ser incomodada.
Presa entre àgua, fogo, terra e ar e aprisionada num mundo de incertezas performativas. Ali ficou, sem saber para onde ir. Estava cansada, decidiu sentar-se. Esperava alguém para a salvar e recorria à toalha para a abraçar.
domingo, 31 de agosto de 2008
Assim vou ser feliz!
De volta ao desemprego total, dá-me vontade de fazer tantas, tantas coisas... Tantos sonhos por concretizar!... Na verdade, não estou preparada para fixar a vida e manter-me subjugada a uma rotina diária. Por isso, os planos agora são fazer mais e diferente. Fiz uma lista na minha mente, que já tem vindo a ser construída há muito tempo, e organizei o meu plano de ataque à felicidade. (suspiro) Vou tornar-me tão conhecedora!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
O meu post mais estúpido de sempre
Engoli os sentimentos. Engoli-os a todos. Nada como uma vida desprovida de sentidos maus. I feel soooo freeeeeeeeeee!!!
"Boooolaa braaancaaaa: O Vazio faz a revienga e ultrapassa o Mal Cheio, ocupando agora o top animal. E é golo, é golo, golooooooooooooooooooooooooo!!!!!! GOOOOOOOOLLLLOOO do vaziiioooo! O público no Estádio do Organismo manifesta-se. Está fora de si, numa espécie de euforia da alma levitacional. A equipa da Apatia recuperou e passa para a frente no marcador graças a este grande Vazio. Apatia 3 X Escuridão Sentimental 2!!!"
Acho que estou a ficar doida!!! :X
"Boooolaa braaancaaaa: O Vazio faz a revienga e ultrapassa o Mal Cheio, ocupando agora o top animal. E é golo, é golo, golooooooooooooooooooooooooo!!!!!! GOOOOOOOOLLLLOOO do vaziiioooo! O público no Estádio do Organismo manifesta-se. Está fora de si, numa espécie de euforia da alma levitacional. A equipa da Apatia recuperou e passa para a frente no marcador graças a este grande Vazio. Apatia 3 X Escuridão Sentimental 2!!!"
Acho que estou a ficar doida!!! :X
domingo, 24 de agosto de 2008
Não dêem importância a isto
Tantas pessoas no mundo. Tantas multidões, tanta agitação, tantos carros, tantas casas, tantas famílias, tantos eventos, tantas ocupações, tantos objectos, tantas estradas, tantas notícias, tantos animais, tantos ventos, tantos raios de sol, tantas plantas, tantos jogos, tantas coisas, tantas palavras... Como pode alguém sentir-se só nesta dialéctica imparável de relações?
Tenho um segredo. Um segredo é o que nos faz isolar-nos do que resta no mundo. Mas há segredos que nem o maior desbocado consegue transmitir. Há segredos chamados sentimentos. Nunca tive jeito para sentimentos nem dúvidas existenciais. Sempre os evitei, apegando-me a outros factores da vida. Agora não tenho como escapar-lhes. Pois não tenho mais nada a que me apegar. O que falta acontecer? Às vezes, gostava de ser bruxa e adivinhar o futuro. Pelo menos, não surgiam dúvidas sobre o que fazer. Alguém quer ser meu mestre da arte divinatória? Tenho a certeza que não. Eu seria má aprendiz. Por isso, a pergunta não passa de retórica. Por mais que eu goste de filosofia, odeio as perguntas retóricas que me inundam o cérebro pequenino, ocupado com apenas uma coisa. E não consegue pensar em mais nada...
Tenho um segredo. Um segredo é o que nos faz isolar-nos do que resta no mundo. Mas há segredos que nem o maior desbocado consegue transmitir. Há segredos chamados sentimentos. Nunca tive jeito para sentimentos nem dúvidas existenciais. Sempre os evitei, apegando-me a outros factores da vida. Agora não tenho como escapar-lhes. Pois não tenho mais nada a que me apegar. O que falta acontecer? Às vezes, gostava de ser bruxa e adivinhar o futuro. Pelo menos, não surgiam dúvidas sobre o que fazer. Alguém quer ser meu mestre da arte divinatória? Tenho a certeza que não. Eu seria má aprendiz. Por isso, a pergunta não passa de retórica. Por mais que eu goste de filosofia, odeio as perguntas retóricas que me inundam o cérebro pequenino, ocupado com apenas uma coisa. E não consegue pensar em mais nada...
sábado, 23 de agosto de 2008
Noites de Inverno
Está escuro. É a negritude plena que faz perorrer um arrepio na espinha frágil e desampara a criança na vida sangrenta, quase vampírica, numa noite de nevoeiro de Inverno em que fugia dos lobisomens e outros monstros terroríficos. Ela fugia assustada. Agora, a criança vira-se contra eles e vai à luta, embora a noite nunca tenho estado tão fria e enevoada, sem nem sequer ter a lua para a apoiar.
domingo, 17 de agosto de 2008
Saturday Night Drunking Dreams
Há amigos que são para a vida. Há Aqueles amigos. Aqueles sem os quais já não conseguimos imaginar a nossa vida a acontecer. Os amigos das férias, das borgas, das partilhas, das trocas, dos encobrimentos, dos mesmos pensamentos, dos aparvalhanços, das conversas filosóficas, da entreajuda, do espírito de sacrifício, os amigos de "Saturday Night Drunking Dreams", "And so it is..." ou do que for. Aconteça o que acontecer, imaginamo-nos velhinhas, aqui, na Pérsia, onde for, nas nossas reuniões de sábado ou de férias, quase como as meninas do Sexo e a Cidade.
É o que eu mais gosto nas férias. Na "Vagues" podemos cimentar a nossa amizade, colori-la de novas aventuras, novos pormenores, retocá-la e poli-la para que nada se estrague. Quem diria, há tantos anos atrás, que hoje tudo continuaria na mesma entre amigas. Sem stresses, sem disputas, mas sim com o mais puro sentimento de amizade ao qual nem sempre conseguimos dar valor. Agora sim, gravamos os nossos momentos para sempre e encontrar-nos-emos eternamente num sábado à noite perto de nós. (E vocês não conhecem o meu blog hihihi)
É o que eu mais gosto nas férias. Na "Vagues" podemos cimentar a nossa amizade, colori-la de novas aventuras, novos pormenores, retocá-la e poli-la para que nada se estrague. Quem diria, há tantos anos atrás, que hoje tudo continuaria na mesma entre amigas. Sem stresses, sem disputas, mas sim com o mais puro sentimento de amizade ao qual nem sempre conseguimos dar valor. Agora sim, gravamos os nossos momentos para sempre e encontrar-nos-emos eternamente num sábado à noite perto de nós. (E vocês não conhecem o meu blog hihihi)
Sines
É por isto que eu gosto de festivais de Verão. Desde andar mal vestida e pouco limpa, às noites muito mal dormidas, passando pelos almoços e jantares improvisados e mesclados com o Camping Gás. E, claro, o que nunca podemos esquecer são os encontros inesperados - desta vez, os Erasmus, as gregas, o “Mr. Rawal”, vários amigos que não encontrava há muito e os vizinhos mal ou bem-humorados, que também ficam na história do FMM Sines 2008.
Como estreante neste festival, tenho a dizer-vos que estou espantada com a organização, com a boa música, com os espaços dos concertos e com a vontade que eu tinha para ficar tão mais tempo… Muito frio - nada que um vinho bem tuga não apague - e, acima de tudo, boa disposição. E, para quem, como eu, vai para ver as vistas, o FMM Sines é muito económico! Sim, apanhei um escaldão que quebrou toda a minha alvura e fui picada por insectos. Sim, o Carreiras é muito chato J . Sim, o “man” do Bloco de Esquerda era um atrasado mental e muito má onda. Sim, tive medo do homem que nos queria bater por não aceitarmos imperiais (lá tivemos que aceitar…). Mas são todas as aventuras, boas e más, que, mesmo com o Carreiras presente J, me deixam dizer que Sines foi lindo, lindo, lindo a triplicar, e que, para o ano, quero repetir a experiência, mas por mais tempo.
Como estreante neste festival, tenho a dizer-vos que estou espantada com a organização, com a boa música, com os espaços dos concertos e com a vontade que eu tinha para ficar tão mais tempo… Muito frio - nada que um vinho bem tuga não apague - e, acima de tudo, boa disposição. E, para quem, como eu, vai para ver as vistas, o FMM Sines é muito económico! Sim, apanhei um escaldão que quebrou toda a minha alvura e fui picada por insectos. Sim, o Carreiras é muito chato J . Sim, o “man” do Bloco de Esquerda era um atrasado mental e muito má onda. Sim, tive medo do homem que nos queria bater por não aceitarmos imperiais (lá tivemos que aceitar…). Mas são todas as aventuras, boas e más, que, mesmo com o Carreiras presente J, me deixam dizer que Sines foi lindo, lindo, lindo a triplicar, e que, para o ano, quero repetir a experiência, mas por mais tempo.
sábado, 2 de agosto de 2008
Pessoas irritantes
Mais pessoas que me irritam:
- Pessoas indecisas;
- Pessoas que mandam sms a toda a hora, sobretudo quando são do género "então, tudo bem?" ou "olá, que tens feito?" ou "estou a fazer xixi" ou "a pessoa disse isto e fez aquilo";
- Pessoas que se acham mais cultas e inteligentes do que um cidadão médio;
- Pessoas que têm opiniões formadas pelas opiniões da generalidade da população;
- Pessoas invejosas;
- Pessoas sem sentido de humor;
- Burros;
- Pessoas que levantam testemunhos, mesmo que falsos, sem estarem devidamente informadas sobre a situação;
- Casais muito melosos;
- Aquelas que deixam os amigos de parte constantemente para estarem com os namorados;
- Os que "fazem e acontecem", mas, na realidade, nada...
- Pessoas mais inteligentes que eu, que me fazem sentir parva e que me trocam as voltas;
- Pessoas que gostam de ostentar o que quer que seja
- Pessoas indecisas;
- Pessoas que mandam sms a toda a hora, sobretudo quando são do género "então, tudo bem?" ou "olá, que tens feito?" ou "estou a fazer xixi" ou "a pessoa disse isto e fez aquilo";
- Pessoas que se acham mais cultas e inteligentes do que um cidadão médio;
- Pessoas que têm opiniões formadas pelas opiniões da generalidade da população;
- Pessoas invejosas;
- Pessoas sem sentido de humor;
- Burros;
- Pessoas que levantam testemunhos, mesmo que falsos, sem estarem devidamente informadas sobre a situação;
- Casais muito melosos;
- Aquelas que deixam os amigos de parte constantemente para estarem com os namorados;
- Os que "fazem e acontecem", mas, na realidade, nada...
- Pessoas mais inteligentes que eu, que me fazem sentir parva e que me trocam as voltas;
- Pessoas que gostam de ostentar o que quer que seja
Oportunidades são assim!
Fiz diferente. Fiz "melhor". Agarrei uma oportunidade que poderia escapar não fora o bom timing... Escapou uma hipótese melhor que não sei se teria oportunidade de agarrar, mas, não fora a oportunidade que agarrei, poderia vir a ser uma oportunidade bem melhor... Essa, sim, seria a boa oportunidade... Embora esta não seja má... Estou naquela fase adolescente da indecisão constante. Que tardio!
De volta
Passou muito tempo desde o meu último post, eu sei... Vou compensar tudo nos próximos dias... Tudo aquilo que me afectou a alma durante este tempo e que eu pensei "hmmm vou falar disto no blog" (sim, isso acontece-me muitas vezes) vai ser aqui postado, embora possivelmente desactualizado, num caso ou outro...
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Música 2008
Bem... em termos de espectáculos musicais, não temos mesmo como pegar. Ou seja, claro que posso lamentar-me por nunca ter visto os "meus" Smashing Pumpkins ou por, no ano passado, ter perdido aquele Yann Tiersen. Mas este ano, confesso que alguns dos grandes nomes musicais da minha vida estão/estiveram/estarão em Portugal. Sim, não posso estar presente neste momento no Marés Vivas (quem diria que iria ter este cartaz!!), nem absorver a experiência de Lou Reed ou Leonard Cohen. Já perdi concertos nos quais nem quero pensar, pois me obrigam a esbofetear-me e perguntar "por que é que foste para os copos naquele dia?" ou "porque compraste aquela camisola, de que até nem precisavas assim tanto?".
Apesar de tudo, ainda há coisas que eu tenho conseguido e, passada uma semana, deixem-me que vos fale do dia 10 do Optimus Alive!. Que falha minha não falar dele aqui! Não foi bom. Não foi mau. Não foi surpresa. Não foi desilusão. Tudo correu como se estava à espera. Ok, The Hives mostraram alguma força, mas foi na altura em que eu não tinha forças e me fui alimentar. Mas, para mim, os grandes nomes do dia 10 eram Gogol Bordello e Rage Against The Machine. Não foi muito bom. Não foi muito mau. Não deram um espectáculo memorável. Também não foi nada de se deitar fora. Gostei. Mas não adorei. Tocam bem ao vivo, têm energia, mas nem sempre entusiasmam e a comunicação com o público é muito fraquinha. Claro que não podemos comparar os dois tipos de música. Mas senti o mesmo em ambos os concertos. Não posso dizer que estes concertos marcaram a minha vida (e eu, que ia à espera de tanto, sobretudo de Gogol!). Passou-se bem o tempo, mas faltava ali qualquer coisa. Eu também não fiquei nos lugares em que gostava de ter ficado a ver os concertos. Fiquei longe do velho violinista de Gogol Bordello, que estava do outro lado do palco, onde eu queria ter ficado. Fiquei a quilómetros do palco em Rage. Muita, muita confusão...
Apesar de tudo, ainda há coisas que eu tenho conseguido e, passada uma semana, deixem-me que vos fale do dia 10 do Optimus Alive!. Que falha minha não falar dele aqui! Não foi bom. Não foi mau. Não foi surpresa. Não foi desilusão. Tudo correu como se estava à espera. Ok, The Hives mostraram alguma força, mas foi na altura em que eu não tinha forças e me fui alimentar. Mas, para mim, os grandes nomes do dia 10 eram Gogol Bordello e Rage Against The Machine. Não foi muito bom. Não foi muito mau. Não deram um espectáculo memorável. Também não foi nada de se deitar fora. Gostei. Mas não adorei. Tocam bem ao vivo, têm energia, mas nem sempre entusiasmam e a comunicação com o público é muito fraquinha. Claro que não podemos comparar os dois tipos de música. Mas senti o mesmo em ambos os concertos. Não posso dizer que estes concertos marcaram a minha vida (e eu, que ia à espera de tanto, sobretudo de Gogol!). Passou-se bem o tempo, mas faltava ali qualquer coisa. Eu também não fiquei nos lugares em que gostava de ter ficado a ver os concertos. Fiquei longe do velho violinista de Gogol Bordello, que estava do outro lado do palco, onde eu queria ter ficado. Fiquei a quilómetros do palco em Rage. Muita, muita confusão...
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