sábado, 29 de março de 2008
Impostos
Em Portugal, a crise já existia há muito. A subida dos impostos já começou faz tempo.
Quando a Europa admite a crise geral, o estado português diz: Vamos descer o IVA!!!! 1 por cento. 1 por cento que faz uma diferença grande para os cofres do estado. 1 por cento que não faz diferença nenhuma aos bolsos dos cidadãos portugueses. 1 por cento que não se vai notar nas compras básicas porque os comerciantes não se vão dar o trabalho de descer em 1 por cento o preço dos sapatos (vejamos, se uns sapatos custarem 30 euros, agora passariam a custar 29.70 cêntimos). Mas nem que se dessem a esse trabalho, não era lá pelos 30 cêntimos...
Isto significa que:
1) O PS começa a preocupar-se com a perda de votos eleitorais.
2) O PS quer criar uma teoria ilusória (aí está, Sócrates ilusionista) de que Portugal está muito melhor e até já ultrapassou a crise.
3) O PS já subiu tanto os preços de tantas coisas (até dos bens mais básicos- o pão está muita caro!), em tantos por centos, que não é agora o um por cento que vai fazer grande diferença - e, no final, já poderão dizer "ah! mas nós descemos o IVA!".
A sorte é que os portugueses já estão alerta para quem nos governa. Já não ouvi ninguém a felicitar o governo por esta medida. O mal já está feito, nada o remedeia. Já é tarde para este tipo de manobras políticas...
quinta-feira, 27 de março de 2008
Eurovisão à grande
Finlândia
Estónia
Já para não falar deste...
Espanha
E da actuação mais bizarra de todas...
Irlanda
Bom, já agora, fiquem com Portugal e comparem o tipo... (tão diferente dos primórdios dos nossos festivais)
terça-feira, 25 de março de 2008
Páscoa... e também a miúda da escola preparatoria
Quanto à miúda nortenha que entrou em discussão com a professora por causa de um telemóvel... já estou farta de ouvir falar deste assunto! Todos sabemos que os miúdos se portam mal e desrespeitam muitas vezes os professores. Eu também não fui exemplo do melhor comportamento. Aulas houve muito más... a minha turma era, em geral, mal comportada... Aquela professora de alemão do 10º ano, coitada, bem que sofreu connosco! Chegou ao ponto de nos trancar na sala e ninguém dar por isso nos primeiros 5 minutos. Ninguém ia para a rua nas aulas dela porque simplesmente nos recusávamos a obedecer a ordens como "vai para a rua" ou "muda de lugar aqui para a frente", às quais respondíamos apenas "não vou". O caos total, coitada da senhora.
Sim, hoje tenho pena da professora, que até já era velhota. Mas na altura achávamos aquilo uma diversão! Nunca se faltava às aulas de alemão! Isto numa turma que... vá, presenças não eram o que mais ali abundava...
O que se passou naquela sala de aula que apareceu no YouTube não foi a primeira vez que se passou, de certeza! Mas para evitar isso, há que impor respeito aos alunos; estabelecer regras e não tornar os processos tão burocráticos que façam um professor como este nestas circunstâncias não interpor um processo disciplinar aos alunos. Numa turma que se porta toda mal, algum deles deu o exemplo, com certeza. Se esse que deu o exemplo tivesse levado logo um processo, isto já não acontecia.
Eu considero-me uma pessoa bem educada, e recebi educação em casa. Muitos dos meus colegas desse péssimo 10º ano também. Como se explica que 20 e tal alunos se tornem todos mal educados de repente?
Quem tem culpa nisto é o aluno que assim se tornou para se integrar numa turma mal comportada, o professor que não se quis dar ao trabalho de instaurar um processo (só o fez quando apareceu na TV), ou o sistema burocrático, que, de cada vez que é preciso fazer alguma coisa, exige muito tempo perdido e permite que os encarregados de educação ainda causem mais problemas?
sexta-feira, 21 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
O beijo do vampiro
O meu olhar colidiu com o beijo do vampiro
Hipnotizada vi o episódio inteiro
Branca como a cal
E o vampiro igual
Lá sugou todo aquele sangue
Com um beijo de desejo
Qual beija-flor
Qual Don Juan!
Desejo como aquele eu nunca tinha vislumbrado
Embora o olhar não fosse tão apaixonado
Ar de mauzão, ar irrespirável
Presa ofegante, aterrorizada
Sexy dentição, “vou-te comer”
Com uma voracidade insaciável
Até à última gota, sorriso na boca
O ar ficou irrespirável.
O frio ainda não chegou
quarta-feira, 19 de março de 2008
A que propósito?
segunda-feira, 17 de março de 2008
Um dos momentos jornalísticos mais hilariantes de sempre
Claro que o jornalista foi despedido depois :D
domingo, 16 de março de 2008
Filme: No Country for Old Man
Saliento, antes de mais, a excelente prestação de Javier Bardem, que daqui levou um merecidíssimo Óscar. Os irmãos Coen estão igualmente de parabéns, por reinventarem a forma de contar histórias de serial killers. Aplaudo ainda a comissão dos Óscares, que me surpreendeu ao premiar um filme que tem muito pouco a ver com os típicos filmes americanos, nesta onde um pouco mais alternativa.
Longe de constar na lista dos meus filmes preferidos, No Country for Old Man (em português, Este País não é para Velhos), tem cenas sublimes, com alguns rasgos de genialidade. Os prémios que já arrecadou não são por acaso, mas os irmão Coen têm muito que agradecer a Javier Bardem. Para ver, com atenção, num dia em que saibam que o sono não se apodera de vocês.
quarta-feira, 12 de março de 2008
A vida é injusta
Vou dar em doida por não poder ver tudo, mas ok.
Olhem, e, já agora, expliquem-me. Por que é que já não ganho um jogo de Poker há tanto tempo? Ando sempre a perder, isto assim não rende... Hoje perdi num All-in com As Rei de mão - e com As Rei no flop - contra uma porcaria de um valetes qualquer-coisa (tipo cinco ou assim) de mão, cujo valete deu em sequência no River. Eu era Short Stack... Noutro jogo, também Short Stack, acabei por perder com um par de Oitos de mão... Não é que saem dois cincos na mesa e o gajo que foi ao All-in pre-flop comigo tinha a porcaria do cinco na mão?? Desculpem os termos técnicos - até me fazem parecer pró em Poker (como vêem, não sou - sempre a perder) - mas é a maneira mais fácil de explicar as injustiças pokerianas que tão frequentemente me assolam. Que azia!...
terça-feira, 11 de março de 2008
Sempre a derrapar... até cair...
Eu não sei se é só impressão minha, mas, se não me engano, ir às finanças significa, para qualquer português, umas horas bem passadas no tédio de filas de espera. Encerrar 121 repartições de finanças significa, portanto, acabar com centenas de postos de trabalho e fazer com que o acto de "ir às finanças" seja um bicho de sete cabeças ainda maior. Ainda para mais num período em que as finanças não andam boas, definitivamente.
Já as urgências não deram bom resultado (vejamos a quantidade estúpida de ambulâncias acidentadas e de doentes que não tiveram tempo de se safar) -e eu avisei. Como acharam muito bem, então porque não fechar finanças para prejudicar um bocadinho mais agora noutros aspectos?
Esta só pode ser para rir...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sou…
Sou a presa perseguida pelo caçador.
Sou a escrava vendida ao outro senhor.
Sou a refém para resgate do criminoso.
Sou a refugiada de um país pantanoso.
Sou a formiguinha que obedece à rainha.
Sou a cabra-cega que não vê onde caminha.
Sou a inocente condenada à prisão.
Sou a religiosa durante o Ramadão.
Sou a ave no Verão sem nada para beber.
Sou a pobre mendiga sem nada para comer.
Sou a assaltada que acabaram de roubar.
Sou a forasteira que anda à procura de um lar.
Sou a miserável a quem o dinheiro some.
Sou a manifestante em greve de fome.
Sou a vagabunda que expulsaram do hotel.
Sou a namorada ansiosa pelo anel.
Sou o rio sem leito, sem água a correr.
Sou a maluquinha difícil de perceber.
Sou a sobredotada reprovada na escola.
Sou o ladrão coxo sem conseguir dar à sola.
Sou a artista frustrada que ninguém admira.
Sou o eterno apaixonado pela casada Alzira.
Sou o gordo gozado por todos os colegas.
Sou quem prova as comidas que já estão azedas.
Sou o estrangeiro que não sabe a linguagem.
Sou o mensageiro que perdeu a mensagem.
Sou o operário que perdeu o trabalho.
Sou o único macaco que não tem galho.
Sou a multada por excesso de velocidade.
Sou o aldeão que nunca entrou na cidade.
Sou o drogado sem droga p´ra consumir.
Sou a perseguida que continua a fugir.
Sou o intelectual que ficou sem resposta.
Sou o jogador de poker que perdeu a aposta.
Sou o santo que não foi beatificado.
Sou o vencedor nunca homenageado.
Sou o prato da ementa que não levou sal.
Sou o acusado num processo de tribunal.
Sou o tímido corado perante a multidão.
Sou o trabalhador agora sem profissão.
Sou a criança a quem não compram o brinquedo.
Sou o noctívago que amanhã acorda cedo.
Sou a peça de roupa que já perdeu a cor.
Sou o coração onde não mora o amor.
Sou o motorista que não sabe o caminho.
Sou o alcoólico que já bebeu todo o vinho.
Sou o morador restante da ilha deserta.
Sou o café sem cafeína que não desperta.
Sou a maçã solitária que ninguém apanhou.
Sou o órfão p´ra adopção de quem ninguém gostou.
Sou o telemóvel que ficou sem bateria.
Sou a que ficou a tirar a fotografia.
Sou a útil inútil inutilizada.
Sou a pedra que te fez tropeçar na calçada.
domingo, 9 de março de 2008
O bairro alto vai morrer
sábado, 8 de março de 2008
Manifestação contra a Maria de Lurdes (força nisso!)
Saí do metro no Jardim Zoológico há 1hora e qualquer coisa e dei graças a Deus por não estar a entrar no metro. Que balbúrdia!, que basqueiro!, que filas imensas para comprar os bilhetes de metropolitano. São aqueles professores brejeiros que têm como função dar educação e moderação comportamental aos respectivos jovens alunos. Hum-hum. Este é um dia de protesto e basqueiro, sim... mas o que eu ouvi foi nada mais, nada menos, do que uma pura agitação por virem a Lisboa, gargalhadas que ressoavam por todo o metro, qual garotada em viagens de estudo... diria até pior do que isso, uma vez que não havia um "professor" para controlar. A animação era demasiado grande, quanto a mim, dado o propósito a que vieram. Que sejam felizes, sim senhor! Mas não acho normal tão grandes sorrisos se o motivo que os trouxe aqui foi o sentimento de estarem a ser injustiçados e prejudicados - sentimentos nada felizes. Será que este tipo de coisas lhes dá credibilidade?
Aos estudantes, nunca ninguém liga. Porque sabem, mais do que sabido, que, para a grande maioria, as "manifs" são apenas um pretexto para não ir às aulas e, em vez disso, quem sabe, ir para os copos e fumar "canhões". Se alguma manifestação estudantil surtiu efeito, eu ainda não estava cá para assistir.
Agora, por aquilo que vejo, esta manifestação dos professores também é um bocado isso. Para muitos, parece-me que a motivação é vir a Lisboa, conhecer pessoas novas, conversas animadas e uns bons garrafões de vinho e "choiras" para acompanhar... Mas isto é alguma brincadeira?? Espero que este tipo de coisas não saiam caras.
domingo, 2 de março de 2008
não liguem... apeteceu-me
Nos primórdios da vida real
Aqui estou eu
Atracção fatal
Ou outras ironias casuais
Acasos vencidos
Entradas directas no top mais
Volta aos trópicos
Não ao mundo
Jogos panópticos
Por um segundo
Estou aqui, mas não sou
O meu eu esvoaçou
Anda perdido naquilo a que chamam liberdade
Enquanto estou noutra realidade
Sou algures, estou aqui
O estou sorri
O sou perdi
Aqui sou ou tento ser
É o meu refúgio do anoitecer
E quando estou, ou tento estar
Estou com certeza a representar.
sábado, 1 de março de 2008
Presidenciais americanas
Por que razão é que os defensores de Barack Obama continuam a insistir em defendê-lo pela cor? Dizem coisas como "ele vai aceitar as minorias étnicas" ou "vai ser o primeiro presidente americano preto". Um gajo com tantas coisas boas por onde pegar... e só se fala da cor dele? Depois, claro, a Hillary acusa-o de ser muçulmano e coisas que tais. Como Jon Stewart referiu na noite dos óscares, não há-de ser fácil viver com o nome de um ditador adversário dos EUA (Hussein) e, como se isso não bastasse, ter outro nome que rima com Osama. Ainda para mais é preto, todos o sabem e fazem questão de dizer. São americanos, claro que não vêem a boa ou má política do senhor... nem da senhora Clinton. Vêem apenas que ela é uma mulher e ele é um preto. Agora, e mais uma vez subscrevo Jon Stewart, resta saber em qual dos democratas votar nas eleições presidenciais (porque o McCain... já era!).
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
José Sócrates Cardinalli?
Sócrates é o ilusionista de serviço e às vezes também faz de malabarista, embora haja números que começam a cansar. Eu acho que o senhor primeiro-ministro podia esforçar-se um pouco mais para oferecer números mais... originais. Ideias-chave como "isso é pura demagogia" ou "no tempo da sua governação era pior" são boas ideias. Mas podia haver mais alguma ideia além destas em discursos vazios que Sócrates insiste em proferir. Por exemplo: "verdade" ou "humildade". Sim... eu sei que a verdade não é o forte do ilusionista... mas quando esse ilusionista governa um país (precário) a coisa deveria mudar de figura. Ou seja, o ilusionista deveria deixar de sê-lo para passar a ser talvez um voluntário das boas acções (haverá profissão mais honesta do que esta?).
Os outros políticos também podem ser equiparados a outras estrelas do circo. Jerónimo de Sousa poderia ser um dos cãezinhos amestrados, por exemplo. Louçã, por que não, seria um leão raivoso e Portas seria o amestrador que às vezes mete a cabeça na boca do leão... e às vezes arrepende-se, é comido pelo leão, e chega a perder a cabeça! Santana Lopes, outro dos protagonistas, seria o equilibrista... que cai, cai, cai... e, de repente, ergue-se de novo e volta às luzes da ribalta (ninguém sabe bem como). Os Verdes, coitados, são os que tratam os animais. Mantêm-se no backstage, protegem os direitos dos animais e fazem tudo para que eles não sofram... por isso se opõem aos reais artistas do circo, mas chamam pouco a atenção.
A própria assembleia fica ali em redondo, tal como uma tenda de circo. Tem um moderador, o presidente da assembleia, Jaime Gama, qual apresentador do espectáculo, e uma data de gente do público, que são aqueles que estão sentados e passam a vida a dizer "muito bens" que acabam por ser interceptados pelos microfones. Outros, menos entusiásticos, acabam a dormir ou a falar com os colegas do lado sobre outros assuntos. Em garota, isso também me acontecia!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Filme: Jumper
Frases mais parvas da semana
Moça burra e xoxa e ligeiramente alcoolizada encontrada numa discoteca pela SIC, numa reportagem sobre os barmans: "O barman é aquela pessoa que sabe conversar e socializar, mas, acima de tudo, é muito simpático e, normalmente, bonito" (eeeerrr... estamos a falar de quê mesmo? Políticos candidatos a presidente?... Barmans????? Isso não são aqueles que servem bebidas na noite?)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Mais essa... as finanças
A questão que se punha eram os recibos verdes. Para passar um recibo verde tenho que "dar início à actividade" nas finanças. Dar início à actividade implica que comece a pagar impostos, embora tenha um primeiro ano de isenção. Mas eu não tenho propriamente actividade. Tive apenas uma única actividade, pelo que posso fazê-la como um "acto único", que já não me obriga a meter o IRS, mas, em contrapartida, me deconta 21% de IVA e exige que eu pague 31 euros e qualquer coisa. Ora, se a actividade me der um lucro de apenas 50 euros, imaginemos, descontam-me 10.50 euros e ainda pago os tais 31 euros e qualquer coisa. Isso dá-me um lucro de cerca de 8 euros. Agora, imaginemos que para exercer essa actividade tivemos que pôr dinheiro do nosso bolso. Deslocações, por exemplo. Aí, já não recebemos pelo serviço. Pagamos por ele.
Ou seja, sendo um "acto único", eu teria pouco lucro - no meu caso é mais de 50 euros que receberia originalmente. Só me compensaria dar início à actividade. O problema é: e se eu não conseguir mais nenhum trabalho o resto do ano? Poderia então cancelar o "início de actividade" posteriormente. Cancelando ou não a actividade, perderia a tal isenção de impostos, que me daria muito jeito quando um dia começar a trabalhar a sério. Aliás, este ano, a não ser que arranjasse emprego, não me compensaria nunca a isenção de impostos, porque as propinas da faculdade, só por si, cobririam todos os meus trabalhos remunerados. Portanto, do IRS, eu teria apenas dinheiro a receber.
O que me aconselharam nas finanças foi para ser outra pessoa a passar o recibo verde por mim... Tirem as vossas próprias conclusões daqui. Isto ultrapassa-me!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Entrevista de Sócrates
O Primeiro-Ministro levou a lição bem estudada. Falou o mais que pôde, para evitar constrangimentos, e só se tornou mais tímido quando confrontado com os papéis de engenharia que assinou... "não perco tempo com essas coisas", afirmou. Mas não era ali que ia perder tempo! Porque os jornalistas perdem tempo com essas coisas. E é a perder esse tempo que ganham. Porque os portugueses querem saber dessas coisas. O senhor Primeiro-Ministro não perde tempo a dar explicações sobre os casos ilícitos em que se vê envolvido. Mas perde tempo e faz perder o tempo de todos os que assistem às suas entrevistas com auto-elogios e críticas às supostas demagogias da oposição de forma demagógica. É que foi nisto que se baseou a entrevista.
"Qual é o balanço que José Sócrates faz dos seus três anos de Governo, que se cumprem amanhã? Positivo, muito positivo. Que imagem tem o primeiro-ministro da sua acção e das suas políticas? Reformistas. Alguma coisa correu mal? Não, tudo correu lindamente. Este é o resumo da entrevista que José Sócrates deu hoje à noite na SIC."
(Luciano Alvarez, in Público - 18/02/2008)
Recandidate-se, senhor Primeiro-Ministro. Recandidate! Essa moral e essa confiança já são um passo importante para a sua recandidatura. Não lhe prometo é que não tenha dissabores...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Kosovo - sim ou não?
Por um lado, fico contente por aquela população estar contente com a independência. Ao mesmo tempo, entristece-me que aquela população esteja contente. É impressão minha, ou esta nação independente vai ficar um tanto ou quanto dependente dos Estados Unidos? É impressão minha, ou isto é sobretudo uma vitória dos Estados Unidos, que começam a entrar, a pouco e pouco, na nossa Europa? É impressão minha, ou o Kosovo, uma das zonas de maior criminalidade e corrupção da Europa, vai agora passar a ser um novo paraíso criminal? É impressão minha, ou o facto de a Europa agora ter uma nação independente muçulmana pode comportar alguns riscos? É impressão minha, ou este povo vai sofrer muito até conseguir impôr-se, organizar a vidinha, começar a produzir coisas, a trabalhar, arranjar dinheiro para comer, etc? É impressão minha, ou a Sérvia, nada satisfeita com o sucedido, pode atiçar-se ao Kosovo, o que pode, em última instância, gerar uma guerra mundial (com EUA de um lado e Rússia do outro)?
Sou um bocado drástica... Aliás, acho escandaloso que uma região consiga independência de um país que não lha concedeu... Por que são os outros países a decidir isso? (esta questão parte mesmo da minha ignorância...)
Quais são, afinal, os benefícios deste novo país? A Espanha, por exemplo, não lhe reconheceu independência... Mas, claro, eles têm o País Basco à perna... Não entendo...
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Esse drama... o DESEMPREGO
Mas agora há uma novidade. O PS financia um novo partido. Não, não é o Bloco de Esquerda... ou talvez também, nunca se sabe... É um partido que arrecada mais apoiantes já do que o Bloco, o PCP ou o PP. Chama-se DESEMPREGO.
O Desemprego já conquistou 8% dos votos. Muito tem a agradecer à campanha do governo em seu favor. Aliás, em 7 anos, o Desemprego duplicou o seu impacto na população. Mas os portugueses começam a ficar fartos dele. Então, se assim é, como é que ainda consegue tanta percentagem de votos? Como consegue ele ter mais eleitores do que o 3º maior partido? (sim, porque eu, por exemplo, não entro na percentagem e há muitas pessoas na minha situação... como nunca trabalhámos a sério, nem sequer estamos inscritos no centro de emprego, então não contamos como cidadãos... é justo!) A resposta é óbvia. O governo, mais uma vez, está a cometer crimes escandalosos para ajudar o seu subsidiário Desemprego: tráfico de influências, branqueamento de capitais, ofensa à honra e censura. (entre outros, com certeza, mas eu não sou de Direito).
Sondagens para as próximas eleições:
PSD - 35%
PS - 35%
Desemprego - 500%
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
A Maria de Lurdes é uma atrasada
Num espaço de 24 horas, duas bombas: acaba o ensino especial (para alunos com deficiência, portanto) e é extinto o ensino especializado em música no 1º ciclo. Que deficientes não sejam assim muito necessários em Portugal eu ainda entendo mais ou menos... mas também não precisamos de músicos??
E agora, cara senhora ministra, e de si? Será que precisamos de si?? Eu não preciso de certeza...
Tinoni
Bom, ensino à parte (vamos agredir ferozmente a Maria de Lurdes, pá!), e continuando portanto o assunto do encerramento das urgências dos hospitais, ups!, o assunto da incompetência médica, queria eu dizer, é melhor começarmos a ter cuidado. Sim. Cuidado. Conduzir nas estradas portuguesas quando andam aí ambulâncias desvairadas não vai ser nada fácil. Veja-se... ainda agora, a ambulância acidentada... Coitada, já não teve reparo... não chegou a tempo às urgências, ora essa! Andasse mais rápido! E acho que foi já previndo isto, que é perigoso para o comum dos mortais (sim, esta expressão é propositada - mortais) que esteja alegremente conduzindo a sua viatura, passando a passadeira (passo a redundância... outra vez), ou a comprar o jornal, ou a fumar um cigarro à porta de um café para não-fumadores, ou, quem sabe, calmamente deitado na maca da ambulância, que a Direcção Geral de Viação começou a ponderar um novo código da estrada. Não é por acaso que a velocidade máxima permitida passará a 30 km/h!
É a tal história. Tudo tem uma relação. Este governo, afinal, não é tão estúpido quanto se pensa!
O Zé Povinho critica, critica... mas apenas por prazer de criticar, pois, afinal de contas, tudo faz todo o sentido.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Carnaval

Não entendo. Há sempre aqueles que dizem que se vão mascarar e não se mascaram. Há sempre aqueles que pensam e pensam e pensam no que se mascarar e acabam por deixar tudo para a última da hora, não obtendo máscaras tão conseguidas. Há sempre aqueles que rejeitam mascarar-se, mas, no final de contas, acabam a noite com os óculos da máscara dum, o cachecol do outro, o casaco do outro e com talvez uns copos a mais, a fazerem figuras tão tristes como se estivessem realmente mascarados. Mas eu gosto de viver o Carnaval em grande. Ou bem que não me mascaro, ou, se me mascaro, é para ser a sério.
Tenho a certeza de que a minha máscara não passou despercebida. Era bastante... chamativa. Mas, ao contrário de todos os outros dias do ano, eu não me importei. Porque quem me conhece é natural que olhe para mim. Quem não me conhece e me voltar a ver mais tarde não vai, de certeza absoluta, associar a minha vestimenta normal àquela terrível saia de toule e leggins cor-de-rosa fluorescente.
Além disso, há outra coisa que eu gosto. É o facto de poder adoptar outra personagem. Quem nunca quis ser rock star por um dia? Cantei, toquei o meu cavaquinho, abanei a maraca que, simultaneamente, servia de microfone. Usei roupas só admissívei
s a rock stars (ou a rock stars wannabe, come eu no Carnaval). E o espírito proveniente desse alcance de um sonho (nem que seja por um dia) não é negativo, pois claro que não. E contagi
a! Contagia os outros mascarados, contagia os mais bebedolas, mas não aqueles que ali estão para "ver as vistas", sempre com ar entediado e um olhar de desprezo perante aquelas pessoas todas tão ridículas.Enfim, umas sete da manhã audaciosas para o regresso a casa, numa onda juvenil que quebra com o enterro do Entrudo e outros rituais carnavalescos - tradição já não é o que era!- resguardados por uma população mais crescida, mas menos ousada, mais conservadora, mas também animada. 2008 marcado pela chuva, frio e ventos que sopraram vingativos e estragaram as festas conterrâneas. Rock star, baby!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Sócrates
E outra coisa: jamais desconfiarei das descobertas do grande jornalista José António Cerejo. Precisamos de uma revolução!