quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Paris, je t'aime

Dias curtos, viagens longas, emoções à flor da pele, paisagem linda, muito cansaço...
Quarta-feira: Aulas às 8h, entrevista, continuam as aulas, sempre com a mala grande atrás, correria para Sete Rios e, last stop: Viseu. 4 horas depois... Ok, já agora, café com amigos que não vejo há muito. Tardíssimo! Tenho que ir para casa, mudar de mala, que esta é trôpega. Tentar dormir, ai não consigo! Despertador... já??? Corre, Helga, corre. 7 horas da manhã, ala para o Porto. 9h30, check in! Espera, ansiedade... avião! DORMIR!!! Acordo com umas trombetas e palmas (gravação da Ryanair, que parvo!). Estou em Beauvais... Falar francês para comprar o bilhete para Paris e saber como é à volta... Não me ocorre nada... Frases mal conexas! "Do you speak english? Ahhhh, great!".
Em paris, a Caroline me espera. Não há tempo para grandes sentimentalismos. Correr para casa, pousar a mala. "Jeremie is meeting us!" Choradeira, sempre em correria, para ir buscar a Sofia. Longa espera. Sensação estranha ali com eles. Sofia, choradeira, correria para pousar a mala em casa. Jantar, finalmente! A Laure vai encontrar-nos. O Carreiras também espera. Corram, corram! Voltinha pela zona de Notre Damme e depois pela área gay de Paris... Okay, este restaurante é perfeito! Bem francês, mas eu escolho comida italiana (estúpida!). Um Chardonnay a acompanhar. E amigos perdidos há muito reencontrados. Ah! Vida boa!
Em casa ainda cedo, mas amanhã é mais um dia longo. A Ari chega às 8h! Encontramo-la no metro de Châtelet. Choradeira. Vamos passear nos "Champs-Élysées". Primeiro, Louvre, Arco do Triunfo e, entre eles, o jardim das Tulherias. Depois, Ópera de Paris, subida ao terraço das Galerias La Fayete, espera com aquela paisagem brutal a chegada do Jeremie e do Carreiras. Que vertigens!!! Ah, lá vêm eles. Mc Donalds, rua das lojas caras, Louis Vitton, etc. O sítio onde Napoleão está enterrado, Les Invalides, o Gran Palais, o Petit, e vamos sentar, estamos estoirados! Vamos encontrar o Joep, a Caroline e a Isabelle, que já chegaram! Choradeira. O Louvre inside, grande tour da Caroline, e Câmara Municipal. Supermercado e de seguida, le Pont des Arts. Aí sim, choradeira! Gente nova, a Inês, a Margarida, a outra Inês, a Johana, e, muito depois, a pessoa mais esperada: Carolllll! Choradeira. Passa cá vinho, toma lá batatas fritas, dá-me um cigarro, tira-me uma fotografia, ah mais um abraço, falamos todos, partilhamos tudo, como em tempos a grande família holandesa. Até estava numa de ficar, mas... amanhã é mais um dia em cheio!
Cedo acordamos naquele T0 que acolheu 5 pessoas. Pômo-nos bonitas para o grande dia, corremos que já é tarde, mas ficamos séculos à espera da Inês... Prestes a suicidarmo-nos, a pensar que perdiamos o momento do "sim" e do beijo. A Inês lá vem, corremos, embora os saltos altos não tenham sido nada boa opção para ninguém - ainda bem que não uso disso! Ah! Olha quem ali está! Outro grupo de ex-Erasmus, atrasado, mas tudo bem. Chegados a Poissy, corremos e chegamos ao mesmo tempo da noiva radiante, mais linda do que nunca. Que bonito! Até eu estou tão nervosa. Música sentimental e... "oui!"... "oui!", repete o outro e seguem-se uma série de flashes, de suspiros, de lágrimas escondidas no canto do olho e batidas de corações fortes e energéticas. Que bonito! Vá, lá para fora, mandar pétalas e fazer mais uma sessão fotográfica. Restaurante, muitos crepes e... 3horas, temos que sair. Destino: Torre Eiffel, acompanhados de uma quantidade bastante razoável de champagne. Quais meninas de antigamente, da alta sociedade, bebericamos o champagne debaixo da torre. E estamos bem! Mas anoitece e começa a ficar frio. Jantamos o pior kebab de sempre e seguimos para "o bar dos Erasmus de Paris", alguém disse, se bem que me pareceu mito.
Domingo... É o meu último dia! Não pode ser!
Okay, manhã reservada para o Pompidou, só com tugas. Ao almço o Jeremie junta-se a nós. Musée d'Orsay! Não há tempo a perder! Tudo lindo, fantástico, com obras de arte que eu nunca pensei vir um dia a ver o vivo. Seguimos depois para Montmartre. Sacré Coeur, vista fenomenal, o sítio dos artistas e das caricaturas, o café de Amélie Poulin e o Moulin Rouge, e encontramos mais uns do grupo. Claro, parando para um verdadeiro crép nutella parisiense. É cedo. Seguimos para um bar com música ao vivo. Tão cedo? Pois, mas o bar já está muito cheio. O homem japonês anima as hostes. Uma hora depois: "ah! isto tem música ao vivo!", "A sério?" lol

(como devem ter reparado, escrevi isto com muita, muita pressa... deve haver por aí uns erros, mas não podia deixar de partilhar um dos fins-de-semana mais bonitos - e mais caros - da minha vida... que saudades!)

2 comentários:

Dúbia disse...

quem me dera poder ter ido com o Carreiras...e encontrar-te também...

Enes disse...

Suspiro...! que saudades já!!