quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Desinfoxicação

Desliguei este blogue. Ter-me-á faltado tempo, inspiração e motivação. Este blogue não tem qualquer função. Reflecte um mero desejo pessoal, típico da contemporaneidade, de escrever para um mundo aberto. Mas concluí que essa escrita tem que ter alguma utilidade para que mereça ser mostrada. De outra forma, é um mero desperdício de tempo. De outra forma, pode ficar apenas para mim.
Este blogue é só mais um no meio de milhões. No início, assumi-o quase como um compromisso. Agora, sinto-me como se deixasse a droga. Mas vou ser daqueles reincidentes, uma vez que é muito bom dizer parvoíces em público e tenho consciência de que vou cair nessa tentação. É só às vezes. Agora, apelo aos autores de todos os blogues inúteis que sigam este exemplo de sensatez. Na era da infoxicação, vamos começar a curar a nossa bloguicodependência?
É que tenho descoberto blogues mesmo muito maus, assustadores! Por este andar, os blogues acabarão por ser descredibilizados. Usar blogues da forma que eu tenho utilizado é desperdiçar uma ferramenta que pode revelar-se brutal na luta por direitos, na criação de núcleos e clãs de protesto, que escasseiam hoje em dia num mundo conformado e lambão, embora seja um mundo com muito mais meios para alcançar objectivos sociais.
Aí sim, contribuirei activamente. Por agora, fico-me pela irregularidade e o às vezes, se me apetecer.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Boas festas!

A mesnagem mais lida todos os ano por esta altura: "votos de um feliz natal e um ano repleto de alegrias e felicidade". Onde está essa originalidade, meus amigos? Bem, mas, assim sendo, aqui ficam os meus votos... Bah!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Catástrofes naturais

Ela buscou a felicidade, mas catástrofes naturais teimavam em bater-lhe à porta. Um dia ultrapassou tudo ao conseguir encontrar o amor da sua vida. Descobriu que aí residia a sua felicidade. Sentiu-se em paz, bem consigo e com o mundo. Mas uma gota de água eclodiu de uma tempestade. Quando tinha finalmente vislumbrado a felicidade, mais uma catástrofe natural veio no seu encalço. Foi a gota de água. Hoje, salva-a esse amor até então desconhecido, mas os seus olhos já não conseguem vislumbrar a vida da mesma forma...

Passado, Presente e Futuro

Estamos aqui, agora, a lutar pelo futuro. Temos presente o passado, mas o presente não está na nossa memória. Pensamos "fiz isto, por isso vou fazer aquilo". Mas o que estamos a fazer agora?
E se, subitamente, todas as nossas perspectivas forem deitadas por terra? O que fazemos ao futuro? Refugiamos-nos no passado. E o que acontece ao presente? Esse fica para depois. Quando? No futuro.
Percorremos um longo caminho tendo em vista o futuro. Mas no presente não sabemos o que fazemos e faremos. Queremos no futuro fazer aquilo, mas quando o futuro for presente queremos no futuro fazer aquilo. E o que no passado lutámos para fazer aquilo no futuro, um dia não chega a ser presente.
Por mais fugaz que seja o presente, que agora já é passado, devemos saboreá-lo. Porque o futuro pode um dia não chegar, e porque o passado não vai estar cá para nos ajudar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Muro das lamentações

Apenas algumas novidades que me têm trazido felicidade:
1) Ontem ganhei um bilhete duplo para ver Asian Dub Foundation (que já foi uma das minhas bandas preferidas) :D - parte má: o concerto calha na véspera de um teste e da entrega de um trabalho :S
2) Escolheram um texto meu para ser publicado num livro sobre Erasmus!!? - não sei mais informações além desta.
3) A minha prof. de inglês adora-me!

Agora a novidade que não me deixa ficar feliz: tanta coisa para fazer! Não tenho tempo para nada, nem para festejar estas pequenas boas surpresas... Ando cheia de trabalho! E, ah!! Dinheiro... Também não tenho dinheiro. E está frio! E fiz uma ferida no dedo. E... assim para já não me lembro de mais nada para me queixar.
E digo isto porquê? Porque português que é português tem que ter sempre algo para se lamentar. Pode estar no topo da felicidade, mas "ah! se eu tivesse mais 5 tostões" ou "ah! se naquele dia eu tivesse agido de forma diferente!...". Acho que é por isso que somos o país dos poetas, um país de tanga e, no geral, o maior muro das lamentações do mundo (já que gostamos tanto de pertencer o Guiness, nem que seja pelas maiores vergonhas). E lamentamos, e falamos, e choramos... mas nunca agimos! Ou, quando agimos, é num mau timing...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Já não posso mais

Estou farta de assistir a acontecimentos trágicos. Guerras, atentados, ataques terroristas, incêndios, cheias, tsunamis, sismos, pessoas desaparecidas, acidentes de viação, raptos, assassínios, assaltos, corrupção, pedofilia, tráfico de droga, crise financeira, crise de valores, aumento das taxas de desemprego, inflacção, aumento das desigualdades sociais, crimes puníveis por lei, demora na actuação judicial, incompetência governativa, guerrilhas entre indivíduos... Isto resulta em debates que nada resolvem, troca de ideias numa assembleia constituída por idiotas, desânimo, telejornais com duas horas de duração, necessidade de abstracção da realidade, retrocesso evolutivo, seres humanos mais estúpidos.
Por isso decidi que, neste blog, ao menos neste blog, vou começar a evitar assuntos desses, que já são tão batidos e que já não me provocam qualquer tipo de entusiasmo - é sempre a mesma coisa, salvo pequenos pormenores dos quais, esses sim, poderei falar.
A sério, neste momento apectecia-me acabar com todos os jornais noticiosos e com o jornalismo. Às vezes preferia ser mais ignorante, não saber nada sobre a actualidade nacional ou mundial, ou aliás, saber apenas aquilo que seleccionasse saber. Mas todos os dias sou invadida pelos mesmos temas, desenvolvidos até à exaustão, repetidos o mais possível, até conseguirem irritar toda a gente sem excepção. Agora é a moda da Casa Pia, do ataque na Índia, do Obama, da crise mundial, dos protestos dos professores. Chega! Dêem-me coisas novas! Quando estes acabarem, se nada de novo houver (há sempre o "novo" Natal, a "nova" passagem de ano, o "novo" mau tempo não sei onde), então volta-se a falar do PSD, do silêncio da Manuela Ferreira Leite, das novas propostas do governo, da neve que cai na Serra da Estrela, da estrada que foi inaugurada em Vila Nova da Rabona, de Vila das Couves que só tem 3 moradores ou da derrota do Manchester United que bateu o recorde de alguma coisa. Depois, vão buscar o senhor de Torres Belas que dedicou a sua vida a fazer chapéus e a Maria dos Prazeres que não encontra o filho que perdeu há 30 anos. Isto tem que mudar!! Isto apenas revela a incapacidade dos jornalistas portugueses para descobrirem notícias, pois se limitam a reproduzir notícias das agências, salvo um ou dois casos por dia. É por isso que não sei se estou na profissão certa. Que é do jornalismo de investigação em Portugal??? Onde estão as novidades nos jornais portugueses?

Duvida existencial

Por que é que as coisas que mais abominamos gostam sempre tanto de nós e aproximam-se tantas vezes da nossa área pessoal? (ex: pombos)

O bairro dos sorrisos

No meu bairro já começo a conhecer as pessoas e a forma de funcionamento. Já sei que à minha frente mora um casal jovem com um filho que acorda todas as noites a chorar. Sei que a vizinha do rés-do-chão é maluca e passa a vida a falar com o papagaio que se limita a repetir desenfreadamente as palavras "olá" e "có" (o diminutivo do nome dele). Sei que todos os dias, quando abro a persiana do meu quarto, e velhota que mora no prédio à frente está sempre de robe e rolos na cabeça a fumar um cigarro e a cuscuvilhar à janela. Sei que não há minimercado sem histórias diárias de roubos, discussões entre clientes ou outras situações mais hilariantes. Sei que há uma família com um cão que há uns tempos foi ameaçada de morte pela vizinha maluca, que já por várias vezes tentou matar os gatos de outra vizinha e esfaqueou o filho do senhor dessa família por não gostar do cão. Sei que, se precisar, o senhor Nuno do café, está sempre a postos para ajudar. Sei que o senhor indiano da banquinha de jornais me avisa sempre quando há promoções que envolvam filmes ou livros. Sei que o moço com trissomia 21 que mora no meu prédio é muito simpático e bem comportado. Sei que a Ana jabardona anda sempre com uma data de homens bêbedos, numa trupe que passa o dia de café em café, de cerveja em cerveja, de cigarro em cigarro e, quem sabe, algo mais. Sei que aos Sábados o bairro é invadido por chineses que têm aulas aos sábados de manhã na escolinha aqui ao lado - chineses ricos que invadem o bairro de Mercedes, BMWs, Audis e etc. Sei que agora a polícia está sempre, sempre aí, pronta para multar as dezenas de carros mal estacionados. Sei que o empregado do Rosa-Choque mora aqui na Praça das Nações e que é muito honesto - uma vez encontrou a minha carteira perdida no chão e fez uma maratona até conseguir entregar-ma, com tudo o que estava lá dentro. Sei que moram cá algumas pessoas conhecidas, como o Nílton, o Zé dos Fingertips ou a senhora que canta o hino do Sporting.
Sei muitas, muitas coisas, e cada vez mais coisas, e começo a adaptar-me a este local. Antes de vir para Lisboa, nunca tinha tido vizinhos, não sabia bem o que era viver em comunidade, partilhando histórias bairristas e reconhecendo muitos daqueles que não são do bairro. Não é o bairro mais segura, mas é este que me acolhe e é aqui que, finalmente, me começo a sentir em casa. Com todos os problemas e todos os sorrisos que me são apresentados diariamente. E todos os desafios (como a subida enorme desde o metro até ao meu prédio e mais os 3 andares que tenho que subir depois dessa colina).
É o meu bairro e a ele associo o verde da esperança que as recentes remodelações se prolonguem e possam tornar isto um bairro melhor. Mas, mais importante, espero um mundo lá fora melhor. Só assim o bairro pode ser realmente bom.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

E-letrados

Tenho um novo blog. Uma história contada a muitas mãos. http://www.e-letrados.blogspot.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Nomes próprios

Marlene da Conceição, Iolanda Augusta, Fátima Regina, Marta Alexandra, e nem digo o meu nome que bate todos estes. Sou da geração que nasceu em plenos 80's, está tudo dito. E, já que as modas se vão repetindo, espero que nos nomes tal não aconteça. Gostos não se discutem, mas, na verdade, nunca conheci ninguém que gostasse de nomes como estes... Só os próprios que os apadrinharam... Agora andam aí os novos rebentos: os Afonsinhos, os Dioguinhos, os Duartezinhos, os Bernardinhos, os Gonçalinhos, as Matildinhas, as Beatrizes e as Madalenas. Isto sem junção de mais nomes. Pode haver Marlenes e Conceições, Fátimas e Reginas, Martas e Alexandras, mas uma coisa eu gostava de proibir: não inventem junções de primeiros nomes porque isso pode ser traumático para as crinças! Pode ser?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Grande promoção

Atenção aos ainda estudantes!
Este mês, o Centro Comercial Alvaláxia tem uma grande promoção nos cinemas. Para todos os estudantes, ir ao cinema de 2ª a 6ª feira, até às 19 horas, custa apenas 2.50€! Aproveitem agora, que isto de pagar 5 ou 6€ por um bilhete de cinema custa muito...

sábado, 1 de novembro de 2008

Texto hindú

The Lake questions Yudhistira:

"- What is quicker than the wind?
- Thought.

- What can cover the earth?
- Darkness.

- Who are more numerous: the living or the dead?
- The living because the dead are no longer.

- Give me an example of grief.
- Ignorance.

- Of poison.
- Desire.

- An example of defeat.
- Victory.

- Which came first: day or night?
- Day but it was only a day ahead.

- What is the cause of the world?
- Love.

- What is your opposite?
- Myself.

- What is madness?
- A forgotten way.

- And why do men revolt?
- To find beauty, either in life or in death.

- And what for each of us is inevitable?
- Happiness.

- And what is the greatest wonder?
- Each day death strives and we live as if we were imortal. This is the greatest wonder.

- Who are you?
- I am dharma your father. I am constancy, rightness, the index of the world.

- You've taken the form of a lake?
- I am all forms."

in Mahabharata

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Virar à esquerda

É impressão minha, ou as recentes medidas dos governos para fazer face à crise são um tanto ou quanto comunistas? Estão-se a passar!? Sarkozy, Bush e aliados, o Eixo do Mal, está a enlouquecer... e a perder as convicções :)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

I Weekend (AIESEC- ISCTE)

AIESEC... já ouviram falar? Se não ouviram, merecem saber do que se trata. www.aiesec.org Já estou envolvida até ao pescoço com o cargo de newie na equipa de Communication e na de Non-Corporate, numa área intercalar chamada Projects (Explorer). Quanta honra! Só este fim-de-semana já me deu muito para aprender. Formação sobre "o que é a AIESEC", sobre liderança e trabalho em equipa, tudo de forma muito dinâmica e prática. Só por isto, já valeu muito a pena. Mas também contam todas as pessoas interessantes que já conheci, portuguesas ou não, com muitas ideias para discutir e, sobretudo, a característica mais básica para a AIESEC: proactividade. Tanta actividade, que estou com gripe :X mas vai passar rápido.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Paris, je t'aime

Dias curtos, viagens longas, emoções à flor da pele, paisagem linda, muito cansaço...
Quarta-feira: Aulas às 8h, entrevista, continuam as aulas, sempre com a mala grande atrás, correria para Sete Rios e, last stop: Viseu. 4 horas depois... Ok, já agora, café com amigos que não vejo há muito. Tardíssimo! Tenho que ir para casa, mudar de mala, que esta é trôpega. Tentar dormir, ai não consigo! Despertador... já??? Corre, Helga, corre. 7 horas da manhã, ala para o Porto. 9h30, check in! Espera, ansiedade... avião! DORMIR!!! Acordo com umas trombetas e palmas (gravação da Ryanair, que parvo!). Estou em Beauvais... Falar francês para comprar o bilhete para Paris e saber como é à volta... Não me ocorre nada... Frases mal conexas! "Do you speak english? Ahhhh, great!".
Em paris, a Caroline me espera. Não há tempo para grandes sentimentalismos. Correr para casa, pousar a mala. "Jeremie is meeting us!" Choradeira, sempre em correria, para ir buscar a Sofia. Longa espera. Sensação estranha ali com eles. Sofia, choradeira, correria para pousar a mala em casa. Jantar, finalmente! A Laure vai encontrar-nos. O Carreiras também espera. Corram, corram! Voltinha pela zona de Notre Damme e depois pela área gay de Paris... Okay, este restaurante é perfeito! Bem francês, mas eu escolho comida italiana (estúpida!). Um Chardonnay a acompanhar. E amigos perdidos há muito reencontrados. Ah! Vida boa!
Em casa ainda cedo, mas amanhã é mais um dia longo. A Ari chega às 8h! Encontramo-la no metro de Châtelet. Choradeira. Vamos passear nos "Champs-Élysées". Primeiro, Louvre, Arco do Triunfo e, entre eles, o jardim das Tulherias. Depois, Ópera de Paris, subida ao terraço das Galerias La Fayete, espera com aquela paisagem brutal a chegada do Jeremie e do Carreiras. Que vertigens!!! Ah, lá vêm eles. Mc Donalds, rua das lojas caras, Louis Vitton, etc. O sítio onde Napoleão está enterrado, Les Invalides, o Gran Palais, o Petit, e vamos sentar, estamos estoirados! Vamos encontrar o Joep, a Caroline e a Isabelle, que já chegaram! Choradeira. O Louvre inside, grande tour da Caroline, e Câmara Municipal. Supermercado e de seguida, le Pont des Arts. Aí sim, choradeira! Gente nova, a Inês, a Margarida, a outra Inês, a Johana, e, muito depois, a pessoa mais esperada: Carolllll! Choradeira. Passa cá vinho, toma lá batatas fritas, dá-me um cigarro, tira-me uma fotografia, ah mais um abraço, falamos todos, partilhamos tudo, como em tempos a grande família holandesa. Até estava numa de ficar, mas... amanhã é mais um dia em cheio!
Cedo acordamos naquele T0 que acolheu 5 pessoas. Pômo-nos bonitas para o grande dia, corremos que já é tarde, mas ficamos séculos à espera da Inês... Prestes a suicidarmo-nos, a pensar que perdiamos o momento do "sim" e do beijo. A Inês lá vem, corremos, embora os saltos altos não tenham sido nada boa opção para ninguém - ainda bem que não uso disso! Ah! Olha quem ali está! Outro grupo de ex-Erasmus, atrasado, mas tudo bem. Chegados a Poissy, corremos e chegamos ao mesmo tempo da noiva radiante, mais linda do que nunca. Que bonito! Até eu estou tão nervosa. Música sentimental e... "oui!"... "oui!", repete o outro e seguem-se uma série de flashes, de suspiros, de lágrimas escondidas no canto do olho e batidas de corações fortes e energéticas. Que bonito! Vá, lá para fora, mandar pétalas e fazer mais uma sessão fotográfica. Restaurante, muitos crepes e... 3horas, temos que sair. Destino: Torre Eiffel, acompanhados de uma quantidade bastante razoável de champagne. Quais meninas de antigamente, da alta sociedade, bebericamos o champagne debaixo da torre. E estamos bem! Mas anoitece e começa a ficar frio. Jantamos o pior kebab de sempre e seguimos para "o bar dos Erasmus de Paris", alguém disse, se bem que me pareceu mito.
Domingo... É o meu último dia! Não pode ser!
Okay, manhã reservada para o Pompidou, só com tugas. Ao almço o Jeremie junta-se a nós. Musée d'Orsay! Não há tempo a perder! Tudo lindo, fantástico, com obras de arte que eu nunca pensei vir um dia a ver o vivo. Seguimos depois para Montmartre. Sacré Coeur, vista fenomenal, o sítio dos artistas e das caricaturas, o café de Amélie Poulin e o Moulin Rouge, e encontramos mais uns do grupo. Claro, parando para um verdadeiro crép nutella parisiense. É cedo. Seguimos para um bar com música ao vivo. Tão cedo? Pois, mas o bar já está muito cheio. O homem japonês anima as hostes. Uma hora depois: "ah! isto tem música ao vivo!", "A sério?" lol

(como devem ter reparado, escrevi isto com muita, muita pressa... deve haver por aí uns erros, mas não podia deixar de partilhar um dos fins-de-semana mais bonitos - e mais caros - da minha vida... que saudades!)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Até segunda!

Até à próxima segunda-feira, este blog não será actualizado. Mas, quando voltar, terei coisas maravilhosas para contar. Muitas, muitas coisas do casamento da Carol, da reunião de Erasmus e da visita a Paris. Wish me luck!!! Até para a semana!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Já são 150

Nunca pensei, mas cheguei hoje à 150ª postagem!!! Achei sempre que, por esta altura, já tivesse passado o prazo de validade deste blog. Já lá vão 150 postagens. Incroiable!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Não percebo

Não percebo, num mundo tão cheio de coisas para fazer, a ideia de passar horas a ver... hi-5! "Esta é tão feia! Olha a roupa dela! Ah, tem tantos amigos!" Expressões normais em quem se dedica a este tipo de actividades extremamente frutíferas. Não sei em que pode isto contribuir para a felicidade, a evolução, a formação, o que quer que seja das pessoas. Para mim, as redes sociais têm poucas coisas boas. Na sua génese, funcionam como uma maneira de encontrar amigos perdidos no tempo e manter contacto com eles. Normalmente, funcionam como um incentivo à futilidade, ao narcisismo, ao engate de baixo nível e à estupidez ou estupidificação. Será que vim de Marte, para não entender o encanto de coscuvilhar a vida dos amigos dos amigos dos amigos ou de expôr demasiadamente a própria vida?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Voltei à faculdade. É incrível como, ainda que já tenha passado por esta experiência, tudo me parece novidade. Não, não ando lá metida nas praxes, que já não tenho paciência para essas coisas. Não, não ando avidamente à procura de novas amizades por que isso me parece apenas um factor de distracção. Não, não fujo dos professores formais e arrogantes porque agora todos me parecem extremamente simpáticos e relaxads, quase como se estivesse no liceu.
Vou à faculdade cheia de vontade, para ir às aulas e aprender as coisas interessantíssimas que lá têm para me ensinar. Já não me apetece fazer gazeta na esplanada, isso agora parece-me perda de tempo. E já participei em mais aulas esta semana do que nos 3 anos de faculdade que já tinha feito antes. Os professores não se limitam a despejar matéria e demonstrar a sua superioridade intelectual. Pelo contrário! Contam histórias relacionadas com a matéria só para nos motivar e insistem para que os alunos tenham um papel activo nas aulas. Querem acompanhar-nos no nosso percurso académico e profissional. E raras são as situações de desprezo pelos alunos, coisa à qual eu estava habituada.
Por isso, não me sinto de volta à faculdade. Sinto-me de volta ao liceu, mas num liceu mais intensivo e em que eu estou muito mais empenhada e interessada. Os coordenadores do meu curso cumprimentam-me quando passam por mim! Se for preciso, convidam os alunos para almoçar com eles! Sabem os nomes dos alunos, fornecem-lhes os e-mails pessoais e mostram-se disponíveis para ajudar a resolver qualquer problema dos alunos.
Há problemas nesta minha nova faculdade, claro que sim! A secretaria consegue ser ainda pior do que aquela a que eu estava habituada, além de que é uma confusão estudar num curso interdepartamental. Mas, pelo menos, as pessoas são muito mais humanas, incentivam o conhecimento e fazem-nos gostar de ir à faculdade. É preciso pedir mais? Por que não acontece isto em todo o lado? Terão as pessoas de ser frias e rudes para impôr respeito? É assim que se formam bons profissionais? Sinceramente, nesta semana de inícios de estudos, já noto diferenças em mim, nomeadamente, nos meus interesses, pois sinto-os muito mais abrangentes. E, claro, num início de ano lectivo, as pessoas estão sempre mais empenhadas...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

As coisas mudam

Fiz um balanço do último ano para perceber o que mudou na minha vida. E, basicamente, deu muitas, muitas voltas, mas agora está semelhante àquilo que estava no ano passado. A nível profissional, financeiro, académico, amoroso, a todos os níveis. Foi como dar uma volta ao quarteirao, e começar agora uma nova volta ao mesmo quarteirao, embora mais conhecedora.
Já pisei estes trilhos, estou a ter um dejá-vou! Mas agora encaro tudo com mais alguma maturidade. Até nas aulas! Virei uma crominha :) com muito orgulho!

p.s. - nao encontro os tis (ou tiles, como queiram) no meu novo netbook