domingo, 18 de maio de 2008

Tremo. Tremo de pensar em revolução. Isto é um ponto final. Prometo! Estou cansada de fugir. Fugir cansa. E depois não há forças para enfrentar. Por isso, hoje tomei uma decisão. Não vou mais esconder-me da realidade. Prometo que não me acomodo! Está-me no sangue qualquer outra coisa que começo a descobrir. Chamem-me louca! Chamem-me o que quiserem. Tento desprender-me dos padrões, mas eles estão de tal forma incutidos... parece que há um íman. Vou vencer com a lei da gravidade. Dar o passo que há muito me chama, mas do qual eu sempre fugi. E tinha duas opções: dar um passo noutro rumo ou assumir que esse passo é o mais certo a fazer. Hoje esbofeteei-me e parece que acordei. Não vou mais dizer "preciso de mais tempo". Essa desculpa já a uso há muito! Prometo que a partir de hoje olho as coisas de outra forma. Mais corajosa... Se a vida é guerra, então vou à luta! Parece que fiz a descoberta. Não! Nada disso... Apenas passei a olhar além de ver. Que tipo de obsessão é esta? Agora, sou só obcecada pela vida. Pela minha vida... pelo meu verdadeiro sentido da vida.
Tremo enquanto escrevo estas palavras. Assim lidas podem não significar nada. Mas tu sabes o que eu quero dizer. Não sei se me condenas ou se me apoias. Normalmente, condenas. Mas sei que, lá no fundo, isto te pode fazer orgulhoso. Já travei muitas batalhas contigo. Tu nunca permitiste outra coisa. E, agora, que todas as batalhas acabaram, começo a ter forças para planear outras investidas. Vontade não me falta, mas ainda me falta a coragem de dar o passo.
Admiro os lunáticos, mas é-me intrínseco o medo de ser assim apelidada. Porquê seguir os padrões à risca? Por que não consigo eu libertar-me deles? Larguem-me! Deixem-me, parasitas sociais! Posso perder a guerra. Posso não vir a ser ninguém. Mas só se a ganhar é que me vou sentir alguém. Se nem sequer for à luta, posso vir a ser alguém, mas não EU. Serei uma outra pessoa agarrada aos trâmites sociais. Coisa que eu não quero ser.
Se todos estamos aqui por algum motivo, então eu descobri o meu motivo. Tenho pena que tu nunca o tenhas descoberto. E eu não quero acabar da mesma forma que tu. Ter sucesso é conseguirmos ser nós, conseguirmos descobrir-nos. Ter sucesso não é ter dinheiro, não é conseguir subir na vida da forma que é socialmente designado como "aquilo que deve ser". Não! Isso é ser fraco, é não saber usufruir da liberdade, é estar preso no ciclo chato da ascensão social. As más línguas vão sempre condenar quem não siga esse ciclo. Mas quem são elas, presas na mesquinhez e intolerância, para poder julgar o que quer que seja?
A sociedade mudou-me. Ensinou-me que sou alguém que eu não sou. E dou graças a não sei o que me aconteceu por gerar esta luz na minha cabeça. A luz surgiu e o meu coração bateu tão forte que não tive dúvidas de que só assim terei sucesso e serei feliz. Resta que o medo fuja de mim também.
Não quero terminar a vida carrancuda, infeliz, velha e chata. Quero antes terminá-la com a sensação que, ao menos, travei a minha guerra e não a guerra que os outros me disseram que eu devia travar, que segui os meus conselhos e não os conselhos politicamente correctos que os outros fazem questão de nos contar. Não preciso de conselhos. Preciso exactamente do contrário! Preciso de não ouvir e apenas observar. Apreender as injustiças, a estupidez em que estamos metidos e ir mais além. Lutar contra isso... Tento ser perfeita naquilo que faço. Mas perfeita para quem? Para mim? Ou para os outros? Vou continuar a tentar ser perfeita. Mas agora segundo a minha perspectiva de perfeição. Isso para mim é sucesso. Isso para mim é vencer. E eu vim ao mundo para vencer, para mudar alguma coisa ao invés de deixar tudo ficar como está. Vivo no (i)mundo e o objectivo, a partir de agora, é tornar, ao menos o meu (i)mundo, em sorriso, em orgulho, em ambição, em felicidade. É para isso que aqui estou. Alcançar a liberdade plena para ser feliz! Prometo!

Um comentário:

Enes disse...

estou a fazer figas.
e estou e olho em ti ;) nada de "tive preguiça"

mil beijinhos cheios de saudades