sexta-feira, 11 de abril de 2008

A mais linda história de amor

Ela estava na Europa. Finaumentji ná Europa. Tantas coisas lindas a acontecer em apenas meio ano. Tantas pessoas maravilhosas a quem dizer "Aulshublift(???)". E a maior das surpresas: o amor sem limites na língua mais romântica do mundo, ao som de Edit Piaff ou Charles Aznavour.
Num ápice, a Europa tornou-se em Holanda e França. O mundo resumiu-se à França. Ela não andava neste mundo. Mais tarde transformou-se em Holanda e assim o mundo os uniu. Mais meio ano num mundo francês que fala português... Cada vez melhor!
Por momentos o mundo parecia fugir-lhe dos pés. A Europa ia dizer-lhe adeus e... mas então e o mundo? A música já não era Edit Piaff nem Charles Aznavour. Agora a música era outra - Maria Bethânia ou Tom Jobim. Num país longe do mundo.
Mas o mundo correu atrás dela. O mundo agora é Brasil. É o samba, o bolero, o funk e a bossa nova. O mundo correu atrás dela. O mundo é franco-brasileiro, sediado na Holanda.
É a mais linda história de amor... quero presenciar o selo desse amor, "celebrar em baixo da Torre Eiffel tomando vinho francês".

Há tanto, tanto tempo, que eu pedia aos meus amigos casamentos. Vejo os amigos dos meus amigos a casarem-se. E eu queixava-me... e os meus? Agora, posso finalmente dizer "Parabéns, Carol e Cédric!" Nossa!!!! O amor é LINDOOOO!!! As maiores felicidades! :) A novidade fugiu à regra do meu dia monótono e entediante, encheu o meu dia de esperança e felicidade. Muitas saudades! Beijão

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Falem mais baixinho, por favor

O meu cérebro está a dormir. Shhhhiiiuuu! Pouco barulho para que ele não acorde irritado. Depois a cabeça é que sofre!... Aaaaaiiiii! Hangar, tu destróis a minha vida!...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Adolescentes americanas filmam agressões a colega para pôr na internet

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=338744&tema=31

Venham-me cá falar do Carolina Michaelis, agora!... Então?

Sozinha em casa

Com este temporal não apetece sair de casa... Coitados dos que têm que ir à rua nestas condições... ainda pior aqueles que vão trabalhar! É por isso que me mantenho desempregada. E sozinha!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Insólitos da saúde

Há uns tempos (uns muitos tempos) fui ao Centro de Saúde de Viseu pedir um cartão de utente novo porque perdi o meu. Disseram-me que demoraria cerca de meio ano ou um ano a chegar (não foi força de expressão, era mesmo a realidade).
Foi aqui que começou a aventura. Tinha chagado em cima da hora de fecho, mas o senhor até foi simpático e ainda me atendeu. Nestas pressas, acabei por deixar lá no pequeno gabinetezinho os meus óculos de sol redondos, grandes verdes da HM. Reparei no sucedido pouco depois, mas não voltei lá porque ia estar fechado. Nos dias seguintes, também não fui lá porque achei que não valia a pena o esforço da fila de espera grande por causa de uns óculos dos quais já estava um bocado farta, que tinham sido baratos e também porque estávamos no Inverno.
Passado umas semanas, recebi em casa um postalinho que requeria a minha presença no Centro de Saúde para assuntos referentes ao cartão de utente. Depois de muito procurar onde tinha que me dirigir e de ouvir um sermão por não ter levado o postalinho, que, "obviamente", teria que ter levado, para que pudessem saber do que se tratava e onde... fui dar, enfim, ao tal gabinetezinho onde já antes tinha estado. E foi o mesmo senhor que me atendeu. Mais uma vez, alertou-me para a necessidade de levar o postalinho comigo, mas, para minha sorte, disse que se lembrava de mim e que tinha sido ele mesmo a enviar o postalinho. Ora, ali estavam os meus óculos de sol, na mão do senhor simpático passado uns segundos de se ausentar da sala. Agradeci e pus-me a andar. Claro! Mandam-me postalinhos por perdidos e achados? Esta agora... Bom, ainda bem! Estão mais preocupados do que eu.
Entretanto, na semana passada, voltei a receber um postalinho. Desta vez, pediam-me que comparecesse no Centro de Saúde e levasse Bilhete de Identidade, Cartão de Utente e Cartão da Segurança Social. Fui lá hoje e, compenetradamente, levei o BI, o papel comprovativo de que tinha pedido um cartão de utente que ainda demorará meses a chegar e o postalinho. Segurança Social... naaaa, não tenho disso.
No postalinho, lá dizia para me dirigir ao 5º piso, nº 1. Supus que o nº 1 fosse o número da porta, apesar de naquele Centro de Saúde as portas nõ terem números. Fui à primeira que vi, deve ser a primeira. Esperei na fila e, quando me atenderam, mandaram-me para a porta nº 6. Embora as portas não tenham números, contei até à sexta porta. Era novamente o gabinetezinho que já me é bastante familiar. Mas fui atendida pela outra senhora. O senhor simpático não se encontrava no momento. A senhora ligou ao senhor simpático afirmando que "temos aqui um caso". Por momentos, passou-me pela cabeça ser portadora de algum vírus, uma doença qualquer... Será? Por momentos pensei que tinha sido um erro ir ali, não fossem eles mandar-me para um exílio qualquer, como no Ensaio Sobre a Cegueira, do Saramago. O "caso" tinha que ser tratado no 6º andar, onde hoje o senhor simpático estava a trabalhar, pois tinha sido ele a enviar-me o postalinho, por isso ele é que sabia o que se passava.
Dirigi-me ao sexto andar, que, só por acaso, é o piso das consultas médicas... O suspense foi muito bem feito naquele Centro de Saúde, mas não sei se era esse o objectivo. Esperei então na fila, e, como à terceira é de vez, o senhor atendeu-me e - sim!... - era ali que eu tinha que me dirigir. Finalmente! Mostrei o postalinho que me tinham enviado. "Ah! Já sei!", confirmou o senhor simpático. Sim, eu lembrava-me de lá ter ido buscar os óculos, pelo que anui à sua pergunta. "Mas os óculos não são seus!". "Como?". "Tem alguma familiar ou conhecida chamada Ermelinda?". "Não... mas porquê?...". "É que estes óculos pertencem a uma senhora chamada Dona Ermelinda".
Ou seja, o senhor simpático (ou não) estava a acusar-me de ter ficado com óculos alheios... Toda a gente da fila me olhava de soslaio, desconfiadamente pensando que tinham na sua frente uma ladra. Vá lá, não dei por ninguém a agarrar a carteira com mais força, mas de certeza que todos o devem ter feito... Mas que acusação foi esta? E, além disso, para que eram, então, necessários aqueles documentos todos que pediam no postalinho? Quando perguntei, ele pediu-mos. E pediu também o número de contribuinte. Será que me abriram cadastro no Centro de Saúde?
Morri de vergonha. Os óculos eram meus, sim, e foi isso que afirmei perante o senhor simpático (???). O senhor mandou-me devolver os óculos, pois houve um erro... Ele mandou o postalinho foi a uma dona Ermelinda, não foi a mim... Como? Mas quer que eu mostre o postalito e devolva os óculos verdes, redondos, grandes, com que todos os meus amigos gozam? Parece que sim... :S Que vergonha! Amanhã tenho que ir dar os MEUS óculos ao senhor simpático (???) atrasado mental, a quem posso acusar de difamação para ele poder falar com a Dona Ermelinda... E mostrar o postal só para dizer que o recebi... Ainda gostava de ver a cachola do senhor simpático (???) estúpido quando a Dona Ermelinda disser que os óculos não são dela. Ou então, ficar com uns óculos que não são dela...

Correcção ao post anterior

Obrigada, Carlos Filipe, pelo comentário. Efectivamente, não era Timor Lorosae que eu queria dizer, mas sim Laos. Escrevi o post à pressa e queria também ter abordado o facto de PB ter estado em Timor Lorosae. Com correcções finais apressadas, deu em asneira... Estive na conferência de sábado, sim, e por isso mesmo, me senti à vontade para abordar o tema. Já agora, passo a palavra. Um muito bom site que eu não conhecia: http://davidalanharvey.typepad.com/road_trip/ .

domingo, 6 de abril de 2008

Prémio de fotojornalismo

Agora que já terminei a primeira das três partes do curso de iniciação à fotografia do IPF, que incidiu em Técnica Fotográfica, talvez já me sinta um pouco mais à vontade para falar do tema.
Vejam as fotos vencedoras do prémio de fotojornalismo Visão /BES aqui e o porquê do vencedor.
Já agora, vejam este vídeo sobre um dos membros do júri, Philip Blenkinsop, porque é muito, muito impressionante (um fotojornalista que ainda vai dar muito que falar por causa de um trabalho que desenvolveu em Timor Lorosae sobre a "Guerra Secreta").

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Lavagem de dinheiro

Recebi um telefonema de um número que não conhecia e, como sempre, sorri e atendi simpaticamente, não fosse aquilo ser uma proposta de emprego, uma chamada para entrevista, etc. Não, não era nada disso. Era um senhora brasileira (desculpem não me recordar do nome, mas não é muito relevante), que me felicitou por ser a mais recente vencedora de uma viagem para duas pessoas sei lá onde durante um fim de semana à escolha. Ooooppaaa! Boa! Pelos vistos, há cerca de 5 ou 6 meses, o meu pai teria preenchido um cupão num estabelecimento comercial em Viseu para se candidatar ao tal prémio... e ganhou!
O que acontece é que tenho este número de telemóvel, que anteriormente pertenceu ao meu pai, faz tempo. Mas tudo bem! Fiquei de falar com a minha mãe a ver se ela poderia ir hoje ao Hotel Grão Vasco (em Viseu) levantar o prémio. Não me pareceu que a minha mãe fosse alinhar nessa, pois é das pessoas mais desconfiadas e cépticas que eu conheço, mas tinha que lhe dizer... era um prémio!!
Tal como o previsto, a minha mãe não quis lá ir, pelo que quando me voltaram a contactar, disse que afinal não havia disponibilidade. A senhora brasileira não gostou muito e perguntou-me porquê. Então falei-lhe em três motivos: 1) tenho este número de telemóvel há mais de um ano, pelo que o meu pai nunca daria este número se já não o tinha; 2) o meu pai morreu no início de Agosto passado (já lá vão 8 meses), além de que esteve internado no hopital um mês ou dois antes de falecer (ou seja, 10 meses); 3) é tão frequente este tipo de empresas quererem ludibriar-nos, que é uma perda de tempo.
Posto isto, a senhora brasileira tentou ripostar, mas notei que ficou embaraçada, e acabou por desistir com facilidade.
Conto-vos esta história porque é uma coisa que me preocupa. Quantas pessoas serão enganadas neste tipo de situações? Se continuam a ligar para as nossas casas com tanta frequência é porque realmente lhes é rentável... Que tipo de lavagens cerebrais é que eles farão lá dentro?
Um dia, os meus pais foram a uma destas coisas e chegaram orgulhosos do novo faqueiro caríssimo que tinham comprado, ou estavam a comprar às prestações. No dia seguinte, andavam os dois tão enervados que a minha mãe quase chorou pela asneira que tinha cometido. O que se passou? Minaram-lhes a bebida? Mas quê? Quem será o público-alvo destas negociatas? Quem está por detrás disto?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

In Público

Atenção, que, possivelmente, o blog Clube das Jornalistas Desempregadas, criado por mim e a minha amiga Marisa, sairá no Público. Pelo menos, dei uma entrevista ao Público sobre o blog, a propósito da precariedade no emprego :) Obrigada, Inês!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fátima é um lugar estranho

Estou em mais uma maravilhosa viagem de autocarro para Lisboa. Nunca tinha parado em Fátima assim sozinha e, talvez por isso, nunca tinha reparado nalgumas coisas.
O meu banco vinha todo virado para trás para eu poder dormir. Não o consegui em grande parte por ter fome. Já mais que tinha passado da hora do almoço quando parámos na terra dos pastorinhos, pelo que rapidamente pude sair para comer qualquer coisa. Entrei no cafézito e tinha quatro hipóteses de escolha: pacotes de batatas fritas, gelados, pasteis de bacalhau e panados. Não havia mais nada. Ora, tive que pedir que me fizessem uma sandes de panado, um panado rançoso, fininho e cheio de gordura, e um pão bem mais pequeno do que o normal. Custou-me 3 euros. 3 euros, meus amigos, não sei se ainda se recordam, mas são 600 escudos... Eu que me queixava dos pães com panado ali de Sete Rios... Aquele bife de perú gorduroso deve ter custado uns 80 cêntimos aos senhores do café e o pão uns 10 cêntimos, que fossem. Concluo que obtiveram um lucro a rondar os 2 euros. Foram triplicar o saldo da tia deles a Fátima, com certeza. E acho inacreditável! Esta Fátima sai cara.
Maio já se aproxima e, suponho que por isso, já vi alguns chinoquinhas, outros europeus, não portugueses, uma data de turistas. Será que foi por isso que me pediram 3 euros?
Seja... mas expliquem-me então mais esta. Já estávamos a retomar o caminho para Lisboa, já tendo passado por lugares como a Farmácia Fátima, o café Sabor Divino e um mote de coisas com nomes sempre alusivos à fé, à religião, a Cristo, a Fátima e ao divino. Nisto, vi um jovem em cadeira de rodas. Muito bem, mas expliquem-me por que é que ele estava a "andar" na via de trânsito, ainda para mais em contra-mão? Das duas uma - ou estava a fazer o "a pé a Fátima em cadeira de rodas" e ia ali no speed final ou então tem muita, mesmo muita, fé em Deus...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Qual é coisa, qual é ela?...

Atenção pessoas amigas! Hoje recebi duas más notícias...
Primeiro, o Central vai passar a fechar às 20 horas. O que será das noites de cóper (oups... queria dizer... póquer)? Nunca perdoarei ao Sô Bítor.
Depois, parece que aquela coisa e o Bairro Alto fechar à 1hora vai mesmo para a frente... :'( Adeus bairro!!!
No entanto, para me alegrar um pouco, que já estava a ver a minha vida a andar para trás, também recebi duas boas notícias...
Primeiro, vi o meu amigo F., juntamente com outros três jovens (que por acaso até sei quem são), numa página do Jornal de Notícias. São a nova geração das Produções Fictícias. Muitos parabéns!
Depois, fui finalmente chamada para uma entrevista de emprego... o que não significa emprego, mas já é um começo... :D
Agora, qual é coisa, qual é ela, que no meio disto tudo é a única verdade? Este é o post da mentirinha. Feliz dia das mentiras, e desculpem a estupidez...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Clube das Jornalistas Desempregadas

Deixem que faça propaganda ao Clube das Jornalistas Desempregadas... Não se queiram juntar ao clube...

domingo, 30 de março de 2008

Farinha

Está todo esfarelado

Farinha

O meu colchão

Particípio passado

Farinha

Dissipação

A casa de sempre

A casa ao lado

Grande e luxuosa

Particípio passado

Farinha

Voos mais baixos

Magnitude da paz

Farinha as estórias

O tempo ficou p’ra trás

Farinha, trigo moído

O tempo ficou esquecido

Prurido

Farinha

A minha caminha

O meu colchão

O meu lar

Moinho sempre a trabalhar

Mais farinha

Feita em farelos

Calço os chinelos

Magnitude da paz

O tempo ficou p’ra trás

Farinha.

Vinhetas do McDonalds

No McDonalds, uma rapariga que aparentava uns 30 anos pede as vinhetas do super menu à amiga, afirmando "é que eu tenho a caderneta". Num impulso devorador não dá uma trinca no hambúrguer. Tira antes as vinhetas da bebida.
Aquela situação serviu para me mostrar que... não sou a única a ir ao Mac a pensar mais nas vinhetas do que na comida em si. Esse facto assustava-me, mas quando vi pessoas mais velhas a pretarem-se a certas figuras o medo desapareceu.
Eu não costumo ser destas modas. Colecções, cadernetas, jogos de azar nunca foram a minha onda. Na última vez que o McDonalds tinha feito esta coisa do Monopólio, era jocosamente que dava as minhas vinhetas à Marta e ao Hugo. Rebolava no chão do Mac, não por estar cheia demais, mas por rir ao ver a Marta e o Hugo a negociarem trocas de vinhetas com a criançada, correrem atrás das pessoas para não deitarem a bebida fora "porque tem a vinheta... não quer, pois não?".
Agora é a minha vez de tentar. Não me presto aos mesmos papéis que eles. Sei que nem assim eles ganharam alguma coisa. Sei que provavelmente também não vou ganhar nada além daquela tarte de maçã (eu nem gosto de tarte de maçã). Mesmo assim, se me apetecer um docinho e tiver um McDonalds por perto, então lá irei, não para comer um Sunday, como sempre fazia, mas sim para comer um McFlury, porque o Sunday não traz vinhetas. Mesmo para almoçar ou jantar comcei a ir mais vezes ao menu Big Mac do costume. Mas agora até peço o super menu, porque traz mais vinhetas - e apresento o meu caducadíssimo cartão de estudante que me deixa pagar por um super menu o mesmo que um menu normal. E faço o mesmo que aquela rapariga de 30 anos... Primeiro vejo e colo as vinhetas, só depois passo às trincas da obesidade maravilhosas.
E é frustrante faltar apenas uma casa em cada cor... Uminha!!
O Monopólio do McDonalds faz qualquer pessoa que a ele se dedique descer bastante o nível. Torna-nos bregas. Faz-nos pedir aos amigos coisas como "guarda as vinhetas para mim quando fores ao McDonalds". Conto com vocês, amigos... VINHETAS!!!

sábado, 29 de março de 2008

Impostos

Quando a Europa admite a crise geral, as coisas tornam-se complicadas. Os impostos sobem pelos 27 fora, o nível de vida começa a mudar.
Em Portugal, a crise já existia há muito. A subida dos impostos já começou faz tempo.
Quando a Europa admite a crise geral, o estado português diz: Vamos descer o IVA!!!! 1 por cento. 1 por cento que faz uma diferença grande para os cofres do estado. 1 por cento que não faz diferença nenhuma aos bolsos dos cidadãos portugueses. 1 por cento que não se vai notar nas compras básicas porque os comerciantes não se vão dar o trabalho de descer em 1 por cento o preço dos sapatos (vejamos, se uns sapatos custarem 30 euros, agora passariam a custar 29.70 cêntimos). Mas nem que se dessem a esse trabalho, não era lá pelos 30 cêntimos...
Isto significa que:
1) O PS começa a preocupar-se com a perda de votos eleitorais.
2) O PS quer criar uma teoria ilusória (aí está, Sócrates ilusionista) de que Portugal está muito melhor e até já ultrapassou a crise.
3) O PS já subiu tanto os preços de tantas coisas (até dos bens mais básicos- o pão está muita caro!), em tantos por centos, que não é agora o um por cento que vai fazer grande diferença - e, no final, já poderão dizer "ah! mas nós descemos o IVA!".
A sorte é que os portugueses já estão alerta para quem nos governa. Já não ouvi ninguém a felicitar o governo por esta medida. O mal já está feito, nada o remedeia. Já é tarde para este tipo de manobras políticas...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Eurovisão à grande

Não sou a telespectadora mais assídua do Festival Eurovisão da Canção, mas este ano descobri que têm que haver muitos como eu. Se assim não for, quem explica as músicas que representarão este ano os país por essa Europa fora? Para perceberem do que eu estou a falar, vejam os seguintes exemplos... :

Finlândia


Estónia



Já para não falar deste...

Espanha



E da actuação mais bizarra de todas...

Irlanda



Bom, já agora, fiquem com Portugal e comparem o tipo... (tão diferente dos primórdios dos nossos festivais)

terça-feira, 25 de março de 2008

Páscoa... e também a miúda da escola preparatoria

Espero que todos tenham tido uma Páscoa Feliz e comido muitas amêndoas. Eu fui feliz... comi imenso. Isto de Páscoa, para mim, é um dia de enfarta brutos. Não devia ser assim, deviamos alterar a tradição. Fazer uma nova! Sugestões?

Quanto à miúda nortenha que entrou em discussão com a professora por causa de um telemóvel... já estou farta de ouvir falar deste assunto! Todos sabemos que os miúdos se portam mal e desrespeitam muitas vezes os professores. Eu também não fui exemplo do melhor comportamento. Aulas houve muito más... a minha turma era, em geral, mal comportada... Aquela professora de alemão do 10º ano, coitada, bem que sofreu connosco! Chegou ao ponto de nos trancar na sala e ninguém dar por isso nos primeiros 5 minutos. Ninguém ia para a rua nas aulas dela porque simplesmente nos recusávamos a obedecer a ordens como "vai para a rua" ou "muda de lugar aqui para a frente", às quais respondíamos apenas "não vou". O caos total, coitada da senhora.
Sim, hoje tenho pena da professora, que até já era velhota. Mas na altura achávamos aquilo uma diversão! Nunca se faltava às aulas de alemão! Isto numa turma que... vá, presenças não eram o que mais ali abundava...
O que se passou naquela sala de aula que apareceu no YouTube não foi a primeira vez que se passou, de certeza! Mas para evitar isso, há que impor respeito aos alunos; estabelecer regras e não tornar os processos tão burocráticos que façam um professor como este nestas circunstâncias não interpor um processo disciplinar aos alunos. Numa turma que se porta toda mal, algum deles deu o exemplo, com certeza. Se esse que deu o exemplo tivesse levado logo um processo, isto já não acontecia.
Eu considero-me uma pessoa bem educada, e recebi educação em casa. Muitos dos meus colegas desse péssimo 10º ano também. Como se explica que 20 e tal alunos se tornem todos mal educados de repente?
Quem tem culpa nisto é o aluno que assim se tornou para se integrar numa turma mal comportada, o professor que não se quis dar ao trabalho de instaurar um processo (só o fez quando apareceu na TV), ou o sistema burocrático, que, de cada vez que é preciso fazer alguma coisa, exige muito tempo perdido e permite que os encarregados de educação ainda causem mais problemas?

sexta-feira, 21 de março de 2008

Pior

Pior... Afinal apenas caiu granizo no Alentejo... não nevou!! E eu estou constipada... não é por acaso!

quinta-feira, 20 de março de 2008

O beijo do vampiro

O meu olhar colidiu com o beijo do vampiro

Hipnotizada vi o episódio inteiro

Branca como a cal

E o vampiro igual

Lá sugou todo aquele sangue

Com um beijo de desejo

Qual beija-flor

Qual Don Juan!

Desejo como aquele eu nunca tinha vislumbrado

Embora o olhar não fosse tão apaixonado

Ar de mauzão, ar irrespirável

Presa ofegante, aterrorizada

Sexy dentição, “vou-te comer”

Com uma voracidade insaciável

Até à última gota, sorriso na boca

O ar ficou irrespirável.

O frio ainda não chegou

No Alentejo nevou, mas aqui é que faz frio. Ainda não tinha congelado tanto este ano como ontem e hoje. Mas, de acordo com os noticiários, a vaga de frio ainda se encontra no sul do país e vai (forma verbal do futuro) deslocar-se para norte. A Serra da Estrela está toda nevada, mas o frio ainda não chegou. Eu diria que hoje era capaz de nevar em Viseu, mas o frio ainda não chegou. A minha torrada ficou gelada no percurso da cozinha para a sala, mas o frio ainda não chegou. O vento não pára de assobiar, mas o frio ainda não chegou. Há caixotes do lixo e árvores derrubadas, mas o frio ainda não chegou... eles lá sabem! Se o dizem é porque, então, o nosso país está a ser transportado para o Pólo Norte e ninguém sabe. Pois eu vou remar contra a maré. Quando o frio aqui chegar, ponho-me a andar para o sul do país. A mim não me apanham nessas armadilhas!

quarta-feira, 19 de março de 2008

A que propósito?

A muitos dos meus amigos lhes vai acontecer alguma coisa má... Só espero que a mim também não aconteça. Sabe-se lá se, embora eu não tenha qualquer piercing, pegam pelo facto de já os ter tido (inclusivamente na língua) ou por conhecer pessoas com piercings (na língua, nos mamilos, nos órgãos genitais...)? Porquê banir as pessoas que fogem aos impostos, os assassinos, os violadores... se ainda aí andam à solta essas pessoas com piercings na língua e nos órgãos genitais? Há que estipular prioridades e, claro, em primeiro lugar há que banir esses rebeldes dos brincos. Discutir os problemas na saúde, na justiça, na educação em assembleia? Ora essa! Primeiro há que definir como agir em relação aos que têm piercings, os grandes malfeitores, os principais criminosos do nosso país!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Um dos momentos jornalísticos mais hilariantes de sempre

Muitos de vocês já conhecem o vídeo, mas voltei a vê-lo hoje e aconselho que o façam também... Isto é hilariante! Smile!



Claro que o jornalista foi despedido depois :D

domingo, 16 de março de 2008

Filme: No Country for Old Man

Adormeci a ver este filme, não por falta de qualidade, mas por algum cansaço acumulado na sessão de cinema das 00.30, por alguma influência de um senhor sentado atrás de mim que nem sequer conseguiu passar a parte das apresentações acordado e por o filme não ter muitos momentos movimentados que despertem. Ainda assim, não adormeci profundamente, pelo que consegui ver falas de quase todas as cenas, bastante demoradas, todas elas, e, a muito custo, consegui manter os olhos suficientemente abertos para perceber.
Saliento, antes de mais, a excelente prestação de Javier Bardem, que daqui levou um merecidíssimo Óscar. Os irmãos Coen estão igualmente de parabéns, por reinventarem a forma de contar histórias de serial killers. Aplaudo ainda a comissão dos Óscares, que me surpreendeu ao premiar um filme que tem muito pouco a ver com os típicos filmes americanos, nesta onde um pouco mais alternativa.
Longe de constar na lista dos meus filmes preferidos, No Country for Old Man (em português, Este País não é para Velhos), tem cenas sublimes, com alguns rasgos de genialidade. Os prémios que já arrecadou não são por acaso, mas os irmão Coen têm muito que agradecer a Javier Bardem. Para ver, com atenção, num dia em que saibam que o sono não se apodera de vocês.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A vida é injusta

Não sei se já repararam, mas este ano estão para aí uns concertos... que sim senhor! Depois de Kusturica e Portishead (esgotado) e The Cure (esgotado), ainda aí vêm Alicia Keys (para quem gosta), Apocalyptica, Rage Against the Machine, Gogol Bordello, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra (novamente), etc, etc, etc. Também se fala em Björk, para colmatar.
Vou dar em doida por não poder ver tudo, mas ok.
Olhem, e, já agora, expliquem-me. Por que é que já não ganho um jogo de Poker há tanto tempo? Ando sempre a perder, isto assim não rende... Hoje perdi num All-in com As Rei de mão - e com As Rei no flop - contra uma porcaria de um valetes qualquer-coisa (tipo cinco ou assim) de mão, cujo valete deu em sequência no River. Eu era Short Stack... Noutro jogo, também Short Stack, acabei por perder com um par de Oitos de mão... Não é que saem dois cincos na mesa e o gajo que foi ao All-in pre-flop comigo tinha a porcaria do cinco na mão?? Desculpem os termos técnicos - até me fazem parecer pró em Poker (como vêem, não sou - sempre a perder) - mas é a maneira mais fácil de explicar as injustiças pokerianas que tão frequentemente me assolam. Que azia!...

terça-feira, 11 de março de 2008

Sempre a derrapar... até cair...

Depois do episódio que contei das finanças e depois de, ontem, ter estado entre as 15h30 e as 19h30 numa fila de espera das finanças novamente (há pelo menos 3 repartições de finanças em Viseu), vêm agora dizer que há 121 repartições de finanças que devem ser encerradas... são desnecessárias...
Eu não sei se é só impressão minha, mas, se não me engano, ir às finanças significa, para qualquer português, umas horas bem passadas no tédio de filas de espera. Encerrar 121 repartições de finanças significa, portanto, acabar com centenas de postos de trabalho e fazer com que o acto de "ir às finanças" seja um bicho de sete cabeças ainda maior. Ainda para mais num período em que as finanças não andam boas, definitivamente.
Já as urgências não deram bom resultado (vejamos a quantidade estúpida de ambulâncias acidentadas e de doentes que não tiveram tempo de se safar) -e eu avisei. Como acharam muito bem, então porque não fechar finanças para prejudicar um bocadinho mais agora noutros aspectos?
Esta só pode ser para rir...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sou…

Sou a presa perseguida pelo caçador.

Sou a escrava vendida ao outro senhor.

Sou a refém para resgate do criminoso.

Sou a refugiada de um país pantanoso.

Sou a formiguinha que obedece à rainha.

Sou a cabra-cega que não vê onde caminha.

Sou a inocente condenada à prisão.

Sou a religiosa durante o Ramadão.

Sou a ave no Verão sem nada para beber.

Sou a pobre mendiga sem nada para comer.

Sou a assaltada que acabaram de roubar.

Sou a forasteira que anda à procura de um lar.

Sou a miserável a quem o dinheiro some.

Sou a manifestante em greve de fome.

Sou a vagabunda que expulsaram do hotel.

Sou a namorada ansiosa pelo anel.

Sou o rio sem leito, sem água a correr.

Sou a maluquinha difícil de perceber.

Sou a sobredotada reprovada na escola.

Sou o ladrão coxo sem conseguir dar à sola.

Sou a artista frustrada que ninguém admira.

Sou o eterno apaixonado pela casada Alzira.

Sou o gordo gozado por todos os colegas.

Sou quem prova as comidas que já estão azedas.

Sou o estrangeiro que não sabe a linguagem.

Sou o mensageiro que perdeu a mensagem.

Sou o operário que perdeu o trabalho.

Sou o único macaco que não tem galho.

Sou a multada por excesso de velocidade.

Sou o aldeão que nunca entrou na cidade.

Sou o drogado sem droga p´ra consumir.

Sou a perseguida que continua a fugir.

Sou o intelectual que ficou sem resposta.

Sou o jogador de poker que perdeu a aposta.

Sou o santo que não foi beatificado.

Sou o vencedor nunca homenageado.

Sou o prato da ementa que não levou sal.

Sou o acusado num processo de tribunal.

Sou o tímido corado perante a multidão.

Sou o trabalhador agora sem profissão.

Sou a criança a quem não compram o brinquedo.

Sou o noctívago que amanhã acorda cedo.

Sou a peça de roupa que já perdeu a cor.

Sou o coração onde não mora o amor.

Sou o motorista que não sabe o caminho.

Sou o alcoólico que já bebeu todo o vinho.

Sou o morador restante da ilha deserta.

Sou o café sem cafeína que não desperta.

Sou a maçã solitária que ninguém apanhou.

Sou o órfão p´ra adopção de quem ninguém gostou.

Sou o telemóvel que ficou sem bateria.

Sou a que ficou a tirar a fotografia.

Sou a útil inútil inutilizada.

Sou a pedra que te fez tropeçar na calçada.

domingo, 9 de março de 2008

O bairro alto vai morrer

A juventude gosta muito de sair até tarde e de beber além da conta. É por estas e por outras que querem fechar os bares do bairro alto à uma hora da manhã. Só causam problemas. Chegam ao ponto de vomitar... Minha nossa! Que inconsequentes! Logo em Lisboa que a generalidade das pessoas está a sair de casa só depois da meia-noite. Ou seja, o bairro alto vai morrer assim... Se os bares fecham à hora que se sai de casa... Por isso, um apelo: larguem essas borracheiras e essas figuras de ursos madrugada dentro. E não vomitem, que isso suja a calçada toda! :D

sábado, 8 de março de 2008

Manifestação contra a Maria de Lurdes (força nisso!)

A grande manifestação docente chegou, finalmente (já devem ter começado os berros e a marcha por Lisboa) e quem cá está já deu por isso há umas horas. Cada vez mais professores estão a chegar à capital, e a cidade está mesmo meio estranha.
Saí do metro no Jardim Zoológico há 1hora e qualquer coisa e dei graças a Deus por não estar a entrar no metro. Que balbúrdia!, que basqueiro!, que filas imensas para comprar os bilhetes de metropolitano. São aqueles professores brejeiros que têm como função dar educação e moderação comportamental aos respectivos jovens alunos. Hum-hum. Este é um dia de protesto e basqueiro, sim... mas o que eu ouvi foi nada mais, nada menos, do que uma pura agitação por virem a Lisboa, gargalhadas que ressoavam por todo o metro, qual garotada em viagens de estudo... diria até pior do que isso, uma vez que não havia um "professor" para controlar. A animação era demasiado grande, quanto a mim, dado o propósito a que vieram. Que sejam felizes, sim senhor! Mas não acho normal tão grandes sorrisos se o motivo que os trouxe aqui foi o sentimento de estarem a ser injustiçados e prejudicados - sentimentos nada felizes. Será que este tipo de coisas lhes dá credibilidade?
Aos estudantes, nunca ninguém liga. Porque sabem, mais do que sabido, que, para a grande maioria, as "manifs" são apenas um pretexto para não ir às aulas e, em vez disso, quem sabe, ir para os copos e fumar "canhões". Se alguma manifestação estudantil surtiu efeito, eu ainda não estava cá para assistir.
Agora, por aquilo que vejo, esta manifestação dos professores também é um bocado isso. Para muitos, parece-me que a motivação é vir a Lisboa, conhecer pessoas novas, conversas animadas e uns bons garrafões de vinho e "choiras" para acompanhar... Mas isto é alguma brincadeira?? Espero que este tipo de coisas não saiam caras.

domingo, 2 de março de 2008

não liguem... apeteceu-me

Estou



Nos primórdios da vida real

Aqui estou eu

Atracção fatal

Ou outras ironias casuais

Acasos vencidos

Entradas directas no top mais

Volta aos trópicos

Não ao mundo

Jogos panópticos

Por um segundo

Estou aqui, mas não sou

O meu eu esvoaçou

Anda perdido naquilo a que chamam liberdade

Enquanto estou noutra realidade

Sou algures, estou aqui

O estou sorri

O sou perdi

Aqui sou ou tento ser

É o meu refúgio do anoitecer

E quando estou, ou tento estar

Estou com certeza a representar.

sábado, 1 de março de 2008

Presidenciais americanas

Hillary Clinton continua a perder votos hihihihihi
Por que razão é que os defensores de Barack Obama continuam a insistir em defendê-lo pela cor? Dizem coisas como "ele vai aceitar as minorias étnicas" ou "vai ser o primeiro presidente americano preto". Um gajo com tantas coisas boas por onde pegar... e só se fala da cor dele? Depois, claro, a Hillary acusa-o de ser muçulmano e coisas que tais. Como Jon Stewart referiu na noite dos óscares, não há-de ser fácil viver com o nome de um ditador adversário dos EUA (Hussein) e, como se isso não bastasse, ter outro nome que rima com Osama. Ainda para mais é preto, todos o sabem e fazem questão de dizer. São americanos, claro que não vêem a boa ou má política do senhor... nem da senhora Clinton. Vêem apenas que ela é uma mulher e ele é um preto. Agora, e mais uma vez subscrevo Jon Stewart, resta saber em qual dos democratas votar nas eleições presidenciais (porque o McCain... já era!).